Mundo
26/11/2008 - 14h30

Obama prevê Natal difícil, mas pede para americanos terem fé

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colaboração para a Folha Online

O presidente eleito, Barack Obama, disse nesta quarta-feira que o Natal dos americanos será difícil, mas pediu fé diante a maior crise financeira da história do país, desde a quebra da Bolsa de Nova York, em 1929.

Charles Dharapak/AP
Obama escolhe ex-membro do Fed para liderar equipe de conselheiros econômicos
Obama escolhe ex-membro do Fed para liderar equipe de conselheiros econômicos

"A ajuda está a caminho e que nós vamos passar por isso. Vamos precisar fazer algumas escolhas, mas conseguiremos sair dessa", disse Obama durante o anúncio do novo líder do Painel de Conselheiros para a Recuperação Econômica da Casa Branca, Paul Volcker, ex-Fed (Federal Reserve, Banco Central americano).

O presidente afirmou estar ciente das dificuldades vividas recentemente pelas famílias de classe média, prejudicadas com a crise. "Não há dúvidas que os americanos serão punidos com a queda no consumo, a diminuição dos empregos, mas nós teremos que tomar as decisões certas para conseguirmos passar por isso", disse.

Sobre a ligação da equipe de governo escolhida por Obama, ter ligação com o ex-presidente Bill Clinton, Obama argumentou que "seria estranho para os americanos terem uma equipe que não tivesse qualquer experiência em Washington".

"Escolhi algumas pessoas para trazer a experiência de um governo democrata. A mudança virá de uma liderança nova, no caso minha. Seria muito estranho para os americanos terem uma equipe que não tivesse qualquer relação com outros governos democratas, ainda mais em uma situação como essa de crise", disse Obama.

O presidente voltou a defender um pacote de estímulos para a economia e disse que irá identificar os programas que não estão funcionando. "Vamos injetar dinheiro naquilo que é prioridade para os americanos. Vamos identificar pontos novos e melhorar alguns setores, como o da saúde. Queremos colocar as pessoas novamente no mercado de trabalho", afirmou.

O anúncio foi feito na terceira entrevista coletiva nesta semana, uma medida que a mídia americana aponta como um sinal enviado por Obama aos americanos de que está focado e trabalhando constantemente para solucionar a crise financeira.

Volcker foi presidente por dois mandatos do Federal Reserve e ajudou a conter a inflação americana durante anos 80. Ele já faz parte do seleto grupo de conselheiros econômicos da equipe de transição de Obama e sua escolha já havia sido antecipada pelos assessores do novo presidente.

Comentários dos leitores
Marlene Pinheiro (1) 19/12/2009 14h14
Marlene Pinheiro (1) 19/12/2009 14h14
Depois de analisar a briga e empurra empurra que foi feito na COP15, para ver quem pagaria 100 bilhoes de dolares, essa matéria parece estupida! Para isso o maior poluente do mundo tem dinheiro, aliás, 6x mais dinheiro do que foi tentado acordar!!!! Que vergonha. sem opinião
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fabio siqueira ferreira (259) 19/12/2009 09h12
fabio siqueira ferreira (259) 19/12/2009 09h12
Determinados tolos imaginam que os Estados Unidos temem o poder nuclear do Irã. E a estultice vai mais longe quando alguns aplaudem a possibilidade de o Irã ter a sua bomba atômica.
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O ponto não é se os Estados Unidos possuem o monopólio da tecnologia atômica, mas nas mãos de quem o poder destrutivo vai estar. Sob o domínio do ditador iraniano é que não pode ficar.
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O poder bélico está no domínio da tecnologia e da informação. A capacidade de antecipar-se a ações do inimigo é que fazem a diferença no campo de batalha. Os alvos são milimetricamente destruídos. Exemplo disso são os aviões pilotados à distância e a superbomba antibunker.
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A bomba com a maior quantidade de megatons é a econômica. O Irã e o seu petróleo são convenientes para os Estados Unidos. É tão verdadeira a afirmação que o ditador iraniano não tem coragem de suspender as vendas do seu petróleo para os americanos e europeus.
2 opiniões
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J. R. (1198) 18/12/2009 07h16
J. R. (1198) 18/12/2009 07h16
O Caso James Bain, que ficou preso 35 anos na Flórida - U-S-A por 35 anos e teve recusado exame de DNA diversas vezes até o que o inocentou, só mostra o quanto as lideranças daquele país são racistas e corruptas, de fato são os maiores terroristas do mundo, e não as "tribos árabes" do Oriente Médio como querem fazer parecer. James Bain foi condenado por ser negro e provavelmente no lugar de alguma figura protegida. 34 opiniões
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