Mundo
26/11/2008 - 15h17

Ingleses protestam contra conflitos no Congo; 100 mil recebem ajuda

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da Folha Online

Um grupo de ingleses se reuniu nesta quarta-feira em frente a Downing Street, no centro de Londres, Inglaterra, para uma manifestação pela proteção dos milhares de deslocados civis do Congo, que sofrem diante dos confrontos entre governo e rebeldes.

O protesto foi realizado no mesmo dia da reunião do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) para debater a situação cada vez mais precária do país com a intensificação dos conflitos, em agosto.

Entenda o conflito na República Democrática do Congo

Andy Rain/Efe
Ingleses protestam na Downing Street por maior proteção dos deslocados civis no Congo
Ingleses protestam na Downing Street por maior proteção dos deslocados no Congo

Nesta quarta-feira, quase 100 mil pessoas se aglutinaram em uma das cidades dominadas pelos rebeldes, no oeste do Congo, para receber auxílio humanitário. O Fundo pelas Crianças da ONU distribuiu sabão, cobertores e água potável para ajudar a combater a disseminação de doenças contagiosas, como cólera, entre os mais de 250 mil deslocados.

A Monuc (Missão das Nações Unidas) no Congo acusou nesta quarta-feira o movimento rebelde tutsi Congresso Nacional para a Defesa do Povo (CNDP) de violar a trégua no leste do país e também denunciou os atos de pilhagem realizados pelo Exército congolês.

"A rebelião lançou novas ofensivas militares no eixo Kiwanja-Ishasa (ao norte da capital da província de Kivu Norte, Goma) com o pretexto de operações policiais de pacificação, o que agrava a situação de segurança e humanitária" na região, indica a Monuc em comunicado divulgado em Kinshasa.

Segundo o documento, os homens do CNDP e os milicianos Mai-Mai --aliados do governo-- continuam se enfrentando em Kinyandoni e Nkwenda, ao leste de Kiwanja, a 80 quilômetros de Goma, e em conseqüência dos combates, as populações fugiram para a vizinha Nyamilima e para a fronteira com Uganda.

Porta-vozes do CNDP, liderado pelo general Laurent Nkunda, informaram nesta terça-feira que seus soldados realizaram operações de segurança e que não tinham forçado o deslocamento de civis, para impedir a infiltração dos Mai-Mai e das Forças Democráticas pela Libertação de Ruanda (FDLR) --também aliadas do governo-- em Kiwanja e proximidades.

Em comunicado, a Monuc condena as ações do CNDP e pede ao movimento rebelde que respeite incondicionalmente o cessar-fogo a fim de não complicar mais a situação de segurança e aumentar os sofrimentos dos civis.

No comunicado de hoje, a Monuc também denuncia atos de pilhagem perpetrados esta semana por soldados da Forças Armadas da República Democrática do Congo em Lubero, a 120 quilômetros ao norte de Goma.

O povoado de Bulotwa foi o epicentro dos desmandos de algumas unidades das Forças Armadas da RDC, lamenta a Monuc, que exige que as autoridades militares punam os responsáveis, como o Governo prometeu em ocasiões anteriores.

A ONU destaca, contudo, que as zonas de separação permanecem em calma há seis dias, que os capacetes azuis estão patrulhando a região e que a consolidação da trégua dependerá da boa-fé dos grupos rivais.

Com Efe e Reuters

 

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