Mundo
26/11/2008 - 20h43

Ataques mataram autoridades policiais em Mumbai, afirma jornal

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colaboração para a Folha Online

Os ataques desta quarta-feira no centro financeiro de Mumbai, na Índia, mataram ao menos três autoridades indianas ligadas ao setor de segurança, informou o site do jornal local "Times of India". Segundo a publicação, o chefe da brigada anti-terrorismo, Kerosk Karkare, o policial Ashok Kamte e o consultor em segurança Vijay Salaskar foram mortos.

De acordo com o governo, 78 pessoas morreram e cerca de 200 ficaram feridas nos ataques.

Gautam Singh/AP
Hotel Taj pega fogo depois de atentados que matam mais de 70 pessoas em Mumbai
Hotel Taj pega fogo depois de atentados que matam mais de 70 pessoas em Mumbai

De acordo com o "Times of India", cerca de 40 pessoas entre britânicos e estrangeiros são mantidos reféns. O presidente da empresa Hindustan Unilever, Harish Manwani, e o executivo da companhia, Nitin Paranjpe, estariam entre as pessoas presas dentro do hotel Oberoi, um dos atingidos pelos atentados.

O atentado está sendo considerado um dos mais violentos dos últimos anos, pela quantidade de armas utilizadas pelos criminosos, incluindo fuzis e granadas, ainda segundo a publicação.

Os ataques atingiram dois hotéis de luxo, Taj Hotel, Oberoi, além do aeroporto doméstico de Santa Cruz, um hospital e ainda uma estação de trem.

O grupo Mujahedin do Deccan (Deccan é um planalto no sul da Índia) enviou um e-mail para organizações locais assumindo a autoria dos atentados.

O Exército e a Marinha foram colocadas em alerta. Ao todo, 65 comandos do Exército e 200 comandos da Marinha estão sendo transferidos para Mumbai. Autoridades dizem que alguns terroristas podem ter entrado pelo mar. Um embarcação carregada de explosivos foram recuperados mais tarde, à noite,na costa indiana.

"Definitivamente isso foi um atentado terrorista. Sete lugares atacados ao mesmo tempo com armas de fogo e granadas. Os terroristas ainda permanecem em três locais, como os hotéis Taj, Oberoi e o hospital GT", informou um porta-voz do governo.

 

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