Mundo
27/11/2008 - 11h10

Há ao menos seis estrangeiros entre as 101 pessoas mortas em Mumbai

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da Folha Online

Os atentados terroristas ocorridos desta quarta-feira (26) em diversos pontos da cidade de Mumbai, na Índia, mataram 101 pessoas, sendo ao menos seis estrangeiros. Cerca de 200 pessoas continuam presas no hotel de luxo Oberoi Tridente no centro judaico Chabad Lubavitch.

Os ataques foram assumidos por um grupo terrorista pouco conhecido, Mujahedin do Deccan (Deccan é um planalto no sul da Índia), e visava, de acordo com as autoridades, turistas estrangeiros. Por isso, disparos e explosões ocorreram em pontos frequentados por turistas, como uma estação de trem, um restaurante de turistas e os hotéis de luxo Oberoi e Taj.

Entre os feridos, há sete estrangeiros, segundo fonte policial citada pela agência de notícias Efe. Entre eles há cidadãos espanhóis, americanos, australianos, noruegueses e canadenses, segundo a rede PTI.

Britânicos

Em Londres, a rede de TV BBC informou que ao menos sete britânicos ficaram feridos e estão hospitalizados. "Visitamos a maioria dos hospitais onde foram internados os feridos, e vimos sete vítimas britânicas que estão hospitalizadas neste momento. Acreditamos que pode haver mais feridos de nacionalidade britânica", afirmou o alto comissário britânico na Índia, Richard Stagg.

Alemães

Segundo a produtora privada Camp TV, ao menos um alemão morreu nos ataques. Trata-se do diretor de programas da companhia, Ralph Burkei, morto no hotel Taj Mahal.

Burkei, vice-presidente do clube de futebol da segunda divisão Munique 1860 e tesoureiro do grupo de Munique da União Social-Cristã (CSU), morreu ao tentar escapar da troca de tiros no hotel, informou Ralph Pillar, sócio da companhia. Pillar disse ao jornal "Abendzeitung" que Burkei tentou escapar pela fachada e caiu em um telhado, onde teria fraturado vários ossos.

O Ministério de Assuntos Exteriores alemão não confirmou, por enquanto, que haja outras vítimas entre seus cidadãos, e o ministro dessa pasta, Frank-Walter Steinmeier, informou que foi criado um comitê de crise para acompanhar os fatos.

Japão

Um porta-voz do governo do Japão, Takeo Kawamura, afirmou que um empresário japonês morreu, um ficou ferido e outros 30 estão desaparecidos. Hisashi Tsuda, 38, trabalhava para a Mitsui Marubeni Liquefied Gas e morreu quando fazia o registro no hotel Oberoi. Tatsuya Kessoku, 44, colega de Tsuda, estava com ele e sofreu ferimentos leves.

O governo japonês diz que dez japoneses estariam retidos nos dois hotéis de luxo atacados em Mumbai, três no Taj Mahal e outros sete no Oberoi. O porta-voz disse que eles estão em boas condições e não foram tomados como reféns, mas que não podem sair.

Itália

O Ministério de Exteriores da Itália confirmou a morte de um italiano nos ataques. Não há notícias sobre outro dos nove italianos que estão presos em hotéis da cidade indiana. De acordo com o ministério, a vítima é Antonio de Lorenzo.

"Entramos em contato com alguns dos italianos via telefone celular. Eles estão trancados nos quartos e disseram que a situação é preocupante", afirmou o ministro de Exteriores italiano, Franco Frattini, à imprensa local. Após os ataques, a Embaixada italiana na Índia indicou que 14 italianos estavam retidos nos hotéis, entre eles uma mulher com a filha ainda bebê.

Com Efe e Reuters

 

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