Mundo
27/11/2008 - 15h48

Parlamento aprova retirada de tropas americanas no Iraque até 2011

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da France Press, em Bagdá

O Parlamento iraquiano aprovou nesta quinta-feira, por ampla maioria, o acordo com os Estados Unidos que prevê a retirada das tropas americanas do Iraque até 2011, oito anos depois da invasão que derrubou o ex-ditador Saddam Hussein e mergulhou o país no caos.

Laurent Rebours/AP
Maioria do Parlamento iraquiano aprovou a retiradas das tropas americanas do país até 2011; resultado é acordo de negociações
Maioria do Parlamento iraquiano aprovou a retiradas das tropas americanas do país até 2011; resultado é acordo de negociações

O texto de 30 artigos foi adotado por 149 votos a favor e 35 contra, informou o vice-presidente do Parlamento, Khaled al-Attiyah. O documento foi aprovado pelos principais grupos parlamentares sunitas, xiitas e curdos. Segundo o deputado sunita Ayad al-Samarrai, 14 deputados de todos os grupos parlamentares se abstiveram. O Parlamento tem 275 cadeiras.

O presidente americano, George W. Bush, imediatamente parabenizou os representantes eleitos iraquianos após a aprovação do acordo, que parecia impossível há apenas alguns meses. O consenso foi resultado discussões ásperas entre Bagdá e Washington, e de duras negociações entre os principais grupos parlamentares xiitas, sunitas e curdos.

A decisão ainda terá que ser ratificada pelo Conselho presidencial, que conta, além do presidente Jalal Talabani, com dois vice-presidentes, um sunita e um curdo. Durante a leitura do texto integral do acordo, os deputados do líder radical xiita Moqtada al-Sadr se levantaram e gritaram "Não à ocupação" e "Sim ao Iraque", erguendo cartazes com a inscrição: "Não ao acordo".

O texto prevê que "todas as forças americanas", ou seja, todos os 150 mil militares do país, "deverão ter deixado o território iraquiano até o dia 31 de dezembro de 2011". Além disso, todas as forças de combate americanas deverão ter-se retirado das cidades e aldeias do Iraque até o dia 20 de junho de 2009.

"O território iraquiano, assim como seu espaço aéreo e suas águas, não poderão mais ser utilizadas como ponto de partida ou de passagem para ataques contra outros países. Os Estados Unidos tomarão todas as medidas diplomáticas, econômicas ou militares necessárias para enfrentar eventuais ameaças ou agressões internas ou externas contra o Iraque", informa o documento.

A sessão parlamentar, transmitida ao vivo, começou com a aprovação de um projeto de lei sobre as reformas políticas, que inclui parte das exigências dos sunitas sobre uma melhor distribuição do poder e uma anistia dos prisioneiros suspeitos de terem participado da insurreição. A medida foi uma condição imposta pelos sunitas para aprovarem o acordo de segurança.

O projeto de lei também estipula que a comissão eleitoral deverá organizar antes do dia 30 de julho um referendo popular sobre o acordo de segurança com os Estados Unidos. Alguns minutos depois da ratificação, o embaixador dos Estados Unidos no Iraque, Ryan Crocker, e o chefe das forças militares no país, o general Raymond Odierno, "parabenizaram o governo iraquiano e os representantes eleitos".

No momento da ratificação do acordo no Parlamento, dois ataques cometidos por camicases contra comboios de polícia em Mossul (sul do Iraque) deixaram dois mortos e 19 feridos, entre eles 15 policiais.

Comentários dos leitores
emanuel gomes bueno (2) 26/10/2009 17h34
emanuel gomes bueno (2) 26/10/2009 17h34
Os EUA aceitaram o prato que o diabo ofereceu a eles: uma guerra que seria "curta e fácil de vencer". Hoje vemos um atentado atrás do outro, com quase 4.400 soldados americanos mortos e os EUA num atoleiro: sem poder ficar e sem poder sair. A serpente antiga descrita na bíblia, voltou! ao Jardim do Éden. sem opinião
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Valentin Makovski (173) 26/10/2009 17h21
Valentin Makovski (173) 26/10/2009 17h21
Quanto o Iraque precisa de soldados para coibir as milícias???
Já se tem mais de 100 mil Marines dos EUA, se mandar mais uns 100 mil vai continuar a mesma coisa. E sabem porque??? Simples guerra que começa mal, termina muito mal. Esta guerra contra Saddan já deu o que tinha que dar. Os EUA podem ficar lá por maism10 anos, que em nada vai adiantar.
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J. R. (1090) 26/10/2009 03h00
J. R. (1090) 26/10/2009 03h00
Fica difícil saber no Iraque quem é que está explodindo bombas, se elas se direcionam para que Obama aumente os contingentes da invasão ou se é para que os ianques deixem de vez o país e devolvam os poços de petróleo que furtaram, além de destruir o país. sem opinião
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