Brasileira fala do clima de tensão em Mumbai após ataques; ouça relato
IAGO BOLÍVAR
colaboração para a Folha Online
Depois de sofrer ataques terroristas em diversos pontos, a cidade indiana de Mumbai passou esta quinta-feira em clima de tensão, com escolas fechadas e muitas pessoas preferindo ficar em casa enquanto forças de segurança negociam com os criminosos a libertação de centenas de pessoas que permanecem reféns. No total, os atentados já mataram 107 pessoas e feriram 314.
Quem relata essa situação é a intérprete brasileira Fernanda Desai, 30, que falou à Folha Online por telefone da cidade onde mora desde agosto passado. Envie seu relato.
| Divulgação |
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| Fernanda Desai diz que polícia de Mumbai pediu para que ela permanecesse em casa |
Ouça o relato de Fernanda Desai, brasileira que está na cidade indiana de Mumbai.
"A gente não está podendo sair de casa, não tem como sair às ruas, a polícia deu instruções para ninguém sair de casa, as aulas estão suspensas, as crianças estão presas em casa, assim como os adultos", disse. "É uma situação muito tensa. A noite passada foi muito complicada, ficamos acordados em frente à TV, prestando atenção no noticiário."
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Confira mapa dos ataques
Cônsul procura brasileiros
A brasileira é casada com um engenheiro indiano que mora no Brasil e está na casa de parentes dele, no norte de Mumbai, a cerca de 40 quilômetros dos locais dos ataques. A casa fica nas proximidades na estação de trens Borivale, da mesma linha da estação Chatrapati Shivaji, em que os terroristas abriram fogo na noite passada.
As aulas de Fernanda, que estuda a língua hindi e a dança tradicional indiana Bharathanatyam, também foram suspensas. Ela disse que a preocupação com atentados sempre houve, mas que os moradores da cidade não tomavam cuidados especiais em relação à ameaça, devido à imprevisibilidade das ações.
Sem vítimas
O consulado do Brasil em Mumbai informou que há cerca de 20 brasileiros vivendo na cidade, além aproximadamente outros 20 que vão com freqüência à cidade.
De acordo com os diplomatas, 22 pessoas ligaram para o consulado nesta quinta-feira, depois que o cônsul Paulo Antônio Pereira Pinto fez um pronunciamento em português na rede de notícias local CNN-IBN para informar o telefone do consulado para saber como estavam os brasileiros. Os funcionários consulares ligaram para outras 20 pessoas cadastradas. Não há registro de vítimas brasileiras nos ataques.
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