Paquistanês é preso em hotel; governo nega participação em atentado da Índia
da Folha Online
A agência de notícias France Press e a indiana Press Trust of India confirmaram nesta quinta-feira a prisão de três extremistas, entre eles, um de nacionalidade paquistanesa, acusados de terem participado dos atentados de ontem em Mumbai. Pelo menos 119 pessoas morreram e 314 estão feridas.
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Hoje, um porta-voz paquistanês afirmou que o país não estaria envolvido nos ataques. De acordo com fontes oficiais, as agências afirmam que as prisões foram feitas dentro do hotel Taj Mahal, um dos alvos dos ataques de ontem. O militante paquistanês preso seria Ajmal Amir Kamal, morador de Faridkot, Multan, no Paquistão.
Segundo as agências, os três extremistas pertenceriam à organização Lashkar-e-Taiba, grupo baseado no Paquistão conhecido por um violento ataque contra o Parlamento indiano em 2001.
Kamal teria dito às autoridades que o grupo de 12 militantes chegou a bordo de um navio mercante, tendo desembarcado a aproximadamente 10 milhas náuticas de distância das águas indianas e seguido viagem até Mumbai em uma lancha. Ontem, o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, disse ontem que os terroristas teriam vindo "de fora do país".
Atentados
Terroristas de um grupo desconhecido, chamado Mujahedin do Deccan (Deccan é um planalto no sul da Índia), realizaram os ataques com tiros e granadas a diversos pontos de concentração de turistas ocidentais, entre eles um aeroporto, uma estação de trem e dois hotéis de luxo, o Taj Mahal Palace e o Oberoi Trident.
Investigações iniciais indicam que os militantes terroristas chegaram de barco a Mumbai, ontem, para realizar os atentados, que começaram por volta das 22h30 (15h no horário de Brasília).
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