Mundo
27/11/2008 - 21h02

OEA e Estados Unidos condenam atentados na Índia

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da Efe

O governo dos Estados Unidos e a OEA (Organização dos Estados Americanos) condenaram nesta quinta-feira os atentados na cidade indiana de Mumbai, que causou a morte de pelo menos 119 pessoas e 314 feridos. De acordo com as agências de notícias Efe e France Presse, porém, ele já chega a 125.

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Os atentados foram organizados por criminosos em vários pontos de concentração de turistas na cidade, entre eles dois hotéis de luxo, uma estação de trem e um hospital.

Altaf Qadri/AP
Forças de Segurança da Índia mantiveram durante todo o dia de hoje negociações com os criminosos responsáveis pelos atentados
Forças de Segurança da Índia mantiveram durante todo o dia de hoje negociações com os criminosos responsáveis pelos atentados

A OEA classificou hoje os atentados como "crimes abomináveis" e que demonstram "a natureza desumana do terrorismo". "O terrorismo atinge a todos por igual com seu caráter indiscriminatório onde qualquer grupo humano de qualquer país pode ser vítima da sua violência", informou a OEA ao pedir que os países ajudem a "combater esse mal".

O presidente dos EUA, George W. Bush, condenou fortemente os atentados e manifestou hoje as condolências ao primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh. Bush ofereceu ajuda ao governo para restaurar a ordem e também ajudar nas investigações.

O Departamento de Estado enviou um alerta para os americanos evitarem visitar o país nas próximas 48 e 72 horas. Os criminosos se identificaram como membros de um grupo desconhecido denominado Mujahedin do Deccan (Deccan é um planalto no sul da Índia). "Há pelo menos uns três americanos entre os feridos nos atentados", disse Robert McInurff, um dos porta-vozes do Departamento de Estado.

Por outro lado, o ministro de Assuntos Exteriores do Canadá, Lawrence Cannon, confirmou que existem canadenses feridos. Cannon não soube, no entanto, informar sobre o estado de saúde das vítimas. O primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, emitiu hoje um comunicado onde condena duramente os atentados, que classificou de "covardes".

 

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