Conflito leva mais 10 mil congoleses a fugir para Uganda
da Efe, em Kinshasa
Mais de 10 mil pessoas cruzaram nesta quinta-feira a fronteira que separa a República Democrática do Congo (RDC) e Uganda, através da localidade de Ishasha, em Kanungi, no sudoeste do país, informou o escritório da ONU para a coordenação de assuntos humanitários (Ocha).
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A maioria dos refugiados, que se inscrevem no centro do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur) e no governo ugandense perto de Ishasha, recebem equipamento necessário para dormir, enquanto o Programa Mundial de Alimentos (PMA) dá alimentos, segundo o Ocha.
Os recém-chegados procedem de povoados congoleses a cerca de 50 quilômetros da fronteira ugandense e quase todos pedem para ser transferidos à localidade de Nakivale, cerca de 350 quilômetros ao leste, que oferece uma maior segurança, disse à imprensa a chefe da equipe de emergência da Acnur, Yumiko Takashima.
Os congoleses fugiram dos combates nos arredores de Rutshuru e alguns afirmam terem sido atacados e maltratados pelos rebeldes do Congresso Nacional para a Defesa do Povo (CNDP), de Laurent Nkunda.
"Os rebeldes mataram todo mundo em meu povoado. Levaram as crianças e mataram o resto da população", declarou Daudi, um refugiado de 25 anos.
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