Polícia faz operação contra terroristas em centro judaico na Índia
da Folha Online
Policiais e atiradores de elite realizaram durante a madrugada desta sexta-feira (hora local) uma ofensiva contra os terroristas escondidos dentro de um centro judaico no centro de Mumbai, a capital financeira da Índia. A polícia acredita que no local estejam escondidos três insurgentes do grupo responsável por ataques que deixaram ao menos 119 mortos no país.
Nesta quarta-feira, terroristas realizaram ataques a tiros e granadas em diversos pontos de grande movimento e freqüentados por ocidentais no centro financeiro do país e fizeram centenas de reféns em três locais, que foram sendo resgatados ao longo do dia.
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O centro judaico Chabad Lubavitch foi um dos locais atacados pelos terroristas, que também invadiram dois hotéis de luxo --o Trident Oberoi e o Taj Mahal. O jornal "The Times of India" informou que duas explosões foram ouvidas no templo, que fica na região sul de Mumbai.
| Efe |
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| Pessoas observam complexo hoteleiro de Mumbai onde pessoas permanecem reféns de terroristas desde a noite de quarta-feira |
Um diplomata de Israel confirmou que várias pessoas, incluindo alguns israelenses, estavam no interior do centro hebreu. O rabino Gabriel Holtzberg é mantido refém, de acordo com a Zaka, organização não-governamental ultra-ortodoxa. Segundo a organização, a mulher do rabino e o filho do casal, de 2 anos, estão soltos, informou a Reuters.
As forças de segurança da Índia disseram nesta quinta-feira que há apenas um terrorista no hotel Taj Mahal. Uma autoridade policial disse que a polícia e as tropas do Exército estavam a ponto de terminar sua operação contra os terroristas no edifício.
Já no hotel Oberoi ainda há hóspedes mantidos reféns e outros escondidos nos quartos. De acordo com a rede CNN, há dois terroristas no local. Ao longo do dia, a polícia conseguiu resgatar 40 das cerca de 200 pessoas do Oberoi.
| Arte/Folha Online |
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Acordo com terroristas
Os ataques foram reivindicados por um grupo islâmico até então pouco conhecido chamado Mujahedin do Deccan (Deccan é um planalto no sul da Índia).
Em uma mudança de estratégia, a Índia se recusa a negociar com os terroristas que mantêm cerca de 40 reféns em Mumbai há mais de 24 horas, mas mantém o diálogo com os criminosos, segundo o jornal "Times of India".
Aparentemente, a Índia alinhou sua estratégia à de outros países como Estados Unidos, Israel, Rússia e alguns da Europa, que se recusam a negociar com terroristas que mantêm reféns. Uma equipe do FBI de Los Angeles e um grupo de resgate de reféns de Israel viajaram a Mumbai nesta quinta-feira para ajudar as forças de segurança indianas.
Fontes citadas pelo "Times of India" afirmaram que não haverá negociação com os terroristas, mas que é importante manter um diálogo com os criminosos. A manutenção do diálogo tem dois objetivos --ganhar tempo para uma eventual ação armada ou conseguir aos poucos a libertação dos reféns, começando com mulheres e crianças.
Governo
O primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, disse nesta quinta-feira em discurso à nação que os ataques terroristas têm participação de grupos estrangeiros. Ele disse acreditar que os terroristas pretendiam "criar o sentimento de terror" pois elegeram 'alvos de alto escalão'. O governo indiano freqüentemente culpa o vizinho Paquistão por atentados terroristas já que os dois países têm relações diplomáticas tensas pela disputa da Caxemira.
O porta-voz do serviço secreto paquistanês (ISI), Zafar Iqbal, afirmou à agência Efe que o "Paquistão não está envolvido nos atentados de Mumbai" e criticou as autoridades indianas por "constantemente acusarem o Paquistão de estar por trás" de ataques do tipo.
O vice-governador de Maharashtra, na Índia, R. R. Patil, afirmou nesta quinta-feira que dará 500 mil rúpias indianas (R$ 23.467,50) aos familiares das vítimas e 50 mil rúpias indianas (R$ 2346,75) às pessoas que ficaram feridas nos ataques, informou o jornal "The Times of India". Segundo o jornal, a policiais haverá "outras formas de compensação".
Com agências internacionais
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