Grupos que apoiaram Obama já começam a cobrar favores
colaboração para a Folha Online
Após a vitória nas eleições do dia 4 de novembro, chegou a hora de o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, retribuir os setores que o apoiaram na campanha. Segundo reportagem publicada nesta sexta-feira pelo jornal "The Washington Post", à medida que o dia da posse se aproxima, grupos que trabalharam duro para colocar o democrata na Casa Branca tentam ser os primeiros a sugerir mudanças na legislação.
| Tannen Maury/Efe/25.nov.2008 |
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| Setores que apoiaram o presidente eleito dos EUA, Barack Obama, na campanha já estão elaborando listas com reivindicações |
Os pedidos feitos por sindicatos de trabalhadores e lobistas da área de negócios estão focados em ações para recuperação da economia.
Os fabricantes de cerveja estão tentando persuadir a nova administração a cortar US$ 7,3 bilhões em impostos federais cobrados sobre a produção no país.
"Acreditamos, baseados na retórica da campanha, que esse é um setor que merece redução de impostos", disse ao "WP" Jeff Becker, presidente do Beer Institute, em Washington, que representa indústrias do setor.
Reivindicações
Já os sindicatos de trabalhadores, após oito anos assistindo à gestão Bush cortar direitos e benefícios da classe, têm uma longa lista de sugestões. "Esse é um momento único", disse ao "WP" o diretor da União dos Trabalhadores, Bill Samuel. "A população apóia a revitalização do movimento dos trabalhadores, e o partido que assumirá o poder apóia isso", afirmou. Cerca de 250 mil associados a sindicatos dos trabalhadores trabalharam voluntariamente na campanha de Obama.
Entre as prioridades para os trabalhadores está uma legislação para proteger profissionais que trabalham sob estresse e condições adversas. A legislação aprovada na gestão do presidente Bill Clinton concedia direitos à classe, mas foi anulada pelo Congresso em 2001.
Empresários, no entanto, são contra as reivindicações dos trabalhadores. A Câmara do Comércio dos Estados Unidos já elaborou sua lista com itens que considera prejudiciais ao setor, como a expansão das leis que dão garantias aos trabalhadores em planos de demissão e de benefícios, como seguro de saúde.
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