Paquistão envia diretor de serviço secreto à Índia
da Efe, em Islamabad
O primeiro-ministro paquistanês, Yousef Raza Guilani, aceitou nesta sexta-feira o pedido de seu colega indiano, Manmohan Singh, de enviar à Índia o diretor dos serviços secretos paquistaneses para trocar informações sobre os atentados de Mumbai.
Guilani, segundo a emissora paquistanesa Geo TV, ligou na manhã desta sexta para Singh, a quem manifestou "forte condenação" aos atos terroristas em Mumbai.
| Efe/Reuters |
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| Os premiês Yousef Raza Guilani, do Paquistão, e Manmohan Singh, da Índia, conversaram por telefone sobre atentados em Mumbai |
O premiê paquistanês garantiu o apoio de todo seu Governo à Índia "para lutarmos juntos contra o extremismo e o terrorismo" e Singh pediu então a seu colega a ajuda do diretor dos serviços secretos paquistaneses (ISI).
Após a conversa com Singh, Guilani contatou o presidente do país, Asif ali Zardari, para discutir a solicitação de colaboração dos serviços secretos paquistaneses.
Singh disse ontem que os autores dos ataques contra Mumbai foram terroristas com base "fora da Índia", uma idéia na qual insistiu hoje o ministro indiano de Exteriores, Pranab Mukherjee, que assinalou como responsáveis a "elementos paquistaneses".
Embora Zardari tenha dito que acusar o Paquistão sem provas é "lamentável", tanto o presidente como o primeiro-ministro paquistaneses aceitaram enviar à Índia o diretor do ISI, Ahmed Shuja Pasha.
Um terrorista detido pelas autoridades reconheceu vir proceder da localidade de Faridkot, no Paquistão.
Hoje, o ministro francês de Relações Exteriores, Bernard Kouchner, afirmou, de Paris, que o Paquistão não está envolvido nos atentados, embora cidadãos desse país possam ter participado.
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