Grupo de terroristas enviou e-mail para avisar o ataque, diz revista
colaboração para a Folha Online
O grupo responsável pelos atentados desta semana em Mumbai, na Índia, Deccan Mujahideen, enviou um e-mail em setembro para agências de notícias indianas ameaçando atacar a cidade. A informação foi publicada nesta sexta-feira pelo site da revista "The Economist". Pelo menos 125 pessoas morreram e 300 ficaram feridas nos atentados da última quarta.
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"Em setembro o grupo enviou alguns e-mails a agências de notícias acusando a polícia de Mumbai de assediar e ameaçar os muçulmanos. A mensagem informava que 'nós estamos observando vocês e esperando o momento certo para executar o seu sangue'", informou a publicação. Na mensagem, os criminosos pediram que a polícia de Mumbai parasse de perseguir a comunidade muçulmana.
| Efe |
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| Soldados indianos continuam em busca dos criminosos; Pelo menos 125 pessoas morreram e 300 ficaram feridas nos atentados |
De acordo com o "The Economist", a mensagem foi enviada para "avisar todas as pessoas de Mumbai sobre a possibilidade de acontecer ataques no futuro e que a responsabilidade ficaria com os policiais".
Na noite da última quarta-feira, vários pontos de concentração de turistas ocidentais foram atingidos pelos criminosos na cidade. Dois hotéis de luxo, uma estação de trem e uma casa judaica foram alguns locais afetados. O grupo assumiu a autoria dos atentados no mesmo dia, também por e-mail.
Hoje, a ameaça de novos tiroteios em uma estação de trem provocou pânico na população onde as operações de força do governo continuam na busca dos criminosos responsáveis pelos atentados.
"Às 13h local (4h30 em Brasília) geraram vários rumores de novos tiroteios na estação de trem Chhatrapati Shivaji Terminus, próximo a um prédio central indiano", disse um policial a agência de notícias indiana IANS.
As estações de trem foram um dos locais atingidos durante os atentados desta semana. Os boatos de novas explosões causaram pânicos entre os passageiros e a estação foi fechada. Agentes de segurança procuraram pelos supostos criminosos que estariam no local, mas ninguém foi encontrado.
Um policial encarregado da segurança ferroviária tentou acalmar os passageiros em pânico com as ameaças de explosão.
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