Conheça a história do rabino e do centro judaico atacado em Mumbai
colaboração para a Folha Online
Em 2003, o rabino Gavriel Holzberg e a mulher, Rivka --desaparecidos durante os ataques desta semana na cidade de Mumbai, na Índia-- saíram do Brooklin, em Nova York, para construir o centro judaico Chabad, informa reportagem desta sexta-feira do jornal americano "New York Times".
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"O local logo se tornou um "imã" para judeus israelenses no mundo inteiro, como mochileiros, empresários e turistas que estivem em Mumbai, bem como um espaço de diversão para a população indiana e judia, moradora da cidade", informa o jornal.
Segundo informações de autoridades locais, o casal pode ser um dos reféns mantidos no centro judaico. Pelo menos 143 pessoas morreram e 300 ficaram feridas nos atentados a diversos pontos de concentração de turistas na cidade, entre eles dois hotéis de luxo, uma estação de trem e um hospital.
Segundo a publicação, o rabino constantemente servia no centro cafés e comidas típicas israelenses para os visitantes no centro judaico. "O espaço também atendimento pessoas que estivessem longe da família no país, doentes ou que estivesse passando por dificuldade".
Na última quarta-feira, o centro judaico Chabad foi alvo de uma série de atentados que ocorreram em diversos pontos da cidade simultaneamente, em locais de grande concentração de turistas ocidentais.
Com armas semi-automáticas e granadas, os homens invadiram a casa e pegaram o rabino e mais seis pessoas como reféns no centro Chabad, de acordo com relatos de amigos de do casal. Um bebê de dois anos de idade, filho do casal, e um cozinheiro conseguiram escapar, mas as autoridades ainda não tem notícia se o rabino e a mulher estão vivos.
"Ainda não se sabe se o centro judaico foi estrategicamente escolhido, ou se os criminosos resolveram atacar de forma aleatória. No entanto, existem outras unidades do mesmo centro em pelo menos 67 países, como na Austrália, Argentina, Tunísia, Cazaquistão e Noruega", informa o jornal.
Segundo o "New York Times", em Nova York, no Brooklin, vários amigos e conhecidos do rabino tem ido à sinagogas para rezar pela libertação de Holzberg e da mulher. "Em um quarto separado, mulheres se ajoelham enquanto lêem o Torá (texto sagrado da religião judaica). Nos escritórios próximos a sinagoga, o rabino e os amigos do casal se mantém informados pelas agências de notícias", informa a publicação.
Com New York Times


