Escolhas de Obama para Segurança Nacional preocupam democratas pacifistas
colaboração para a Folha Online
Aliados do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, contrários à guerra do Iraque, estão em silêncio desde os anúncios dos principais nomes da Segurança Nacional, feitos pelo democrata nas duas últimas semanas.
Obama, que durante sua campanha defendeu o fim do conflito no Oriente Médio e criticou a política externa do governo de George W. Bush, manteve nomes estratégicos da atual gestão, como o do secretário de Defesa, Robert Gates. As informações são de reportagem publicada nesta sexta-feira pelo site americano Politico.
| Franck Polich/Efe/17.nov.2008 |
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| Nomes anunciados por Obama mostram posição mais à direita na política externa |
É um momento confuso para a ala pacifista do Partido Democrata, ao mesmo tempo entusiasmada com o fato de os Estados Unidos terem eleito um presidente avesso à guerra do Iraque e momentaneamente desorientada com a saída iminente de um líder ao qual o partido se opôs nos últimos oito anos.
"Você tem pessoas como eu, que estão dizendo que pode ser interessante o planejamento que Obama está fazendo", afirmou Steven Clemons, que escreve para o New America Foundation, um famoso blog que trata de política internacional. Segundo ele, o futuro presidente não quer adotar uma conduta primordialmente pacifista e nem ofensiva.
Equipe
Apesar disso, até agora, a equipe de Obama está claramente mais à direita do que a política externa do Partido Democrata esperava. O vice-presidente eleito, Joe Biden, inicialmente defendeu a guerra do Iraque e outras intervenções militares ao longo da sua carreira. Hillary Clinton, que deverá ser a próxima secretária de Estado, também foi favorável ao conflito. A intervenção no país foi classificada por Obama durante as primárias como uma "falha" do governo Bush. Hillary ainda defende uma linha mais dura em relação ao Irã.
Jim Jones, veterano da Marinha americana que foi conselheiro de Bill Clinton, Obama e do ex-candidato à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, e que nunca renegou suas convicções republicanas, será o conselheiro de Segurança Nacional. E para conduzir o Pentágono, o presidente eleito vai manter o secretário de Defesa de Bush, Robert Gates.
A ala pacifisita, no entanto, conseguiu uma vitória, com a recusa do candidato mais cotado para assumir o serviço de inteligência americano, a CIA, em assumir o cargo. Criticado por suas polêmicas visões sobre métodos de interrogatórios, John Brennan, alegou que sua indicação poderia trazer problemas para o presidente eleito.
No entanto, apoiadores de Obama estão confiantes de que o futuro governo vai trazer grandes mudanças em relação à gestão de Bush. No entanto, acompanham de perto os passos do presidente eleito. "Deveríamos ter algum sinal dizendo que "essa política é estúpida", disse Tom Andrews, ex-congressista do Estado de Maine. "Muitos vão dar ao presidente eleito o benefício da dúvida sobre quem está executando as políticas externas desde que elas não neguem as convicções originais", disse Andrews, que coordena o grupo "Ganhar sem guerra".
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Especial



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Claro que tem que afastar. Se o casal fossem dois terroristas, hoje estaríamos enterrando o Obama.
A Segurança falhou.
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