Mundo
28/11/2008 - 18h41

Três americanos foram mortos nos atentados de Mumbai, diz governo

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colaboração para a Folha Online

Pelo menos três americanos foram mortos por terroristas durante os atentados desta última quarta-feira (26), em Mumbai, na Índia, afirmou nesta sexta-feira o Departamento de Estado dos Estados Unidos. Desde o início dos atentados, as autoridades confirmaram 148 mortos e 327 feridos.

O presidente dos EUA, George W. Bush, afirmou que o país continuará colaborando na segurança das vítimas que ainda estão em ameaça pelos terroristas. "Continuaremos a cooperar contra os extremistas que não oferecem nada, a não ser desespero e violência", afirmou Bush.

Hoje, autoridades indianas confirmaram a morte do casal de judeus, o rabino Gavriel Holtzberg e a mulher, Rivka, mortos no centro judaico Chabad Lubavitch, em Mumbai. De acordo com o porta-voz do Departamento de Estado, Gordon Duguid, "ainda há americanos em risco e teremos que ter muito cuidado nos próximos dias".

O governo afirma ter recebido cerca de 1.500 ligações na central telefônica de parentes e amigos de vítimas estrangeiras. Hoje, forças indianas explodiram a parede do centro judaico para tentar resgatar reféns e encontraram cinco corpos de vítimas.

Pelo menos 17 estrangeiros morreram nos ataques terroristas que atingiram, em especial, locais com grande concentração de turistas ocidentais. Um hotel, dois hotéis de luxo e uma estação de trem foram atingidos pelos terroristas. Durante as ações, os criminosos procuravam por estrangeiros com passaportes britânico e americano.

Funcionários dos consulados têm trabalhado intensamente em busca de informações sobre as vítimas. A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, tem conversado nas últimas 36 horas com o ministro dos Negócios Estrangeiros na Índia, bem como o presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari.

O presidente eleito, Barack Obama, também tem recebido notícias sobre as negociações com os terroristas. Entre os estrangeiros encontrados mortos estão os americanos Alan Scherr, 58, e a filha Naomi, 8, mortos no hotel Oberoi e os australianos Bradley Taylor, 49, Douglas Markell, 71.

O italiano Antonio Di Lorenzo, 63, também foi assassinado no hotel, assim como o casal francês Mourad Amarsy, 49, e a mulher, Loumia Hiridjee, assassinados enquanto jantavam. Um canadense também foi morto no local, mas não foi identificado.

Com agências internacionais

 

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