Para presidente do Equador, dói muito postura do Brasil em conflito bilateral
da Efe, em Quito
O presidente do Equador, Rafael Correa, disse nesta sexta-feira (28) que "dói muito" a postura tomada pelo Brasil depois que o governo equatoriano entrou com uma ação internacional para suspender o pagamento de um empréstimo contraído junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
O banco de fomento brasileiro emprestou US$ 243 milhões ao governo do Equador para a construção da hidrelétrica San Francisco.
A obra foi inaugurada em meados de 2007 e deixou de funcionar em junho devido a falhas estruturais pelas quais o Equador responsabilizou a empresa brasileira, que o presidente Rafael Correa "expulsou" do país.
"Não tenho que pedir permissão a ninguém para defender os direitos do país", disse Correa. O país anunciou que não suspenderá o pagamento do empréstimo até que exista uma resolução dessa comissão arbitral.
Na semana passada, o governo Lula chamou o embaixador brasileiro em Quito para consultas, depois de o Equador procurar a justiça internacional para pedir uma arbitragem sobre o crédito.
A chanceler do Equador, María Isabel Salvador, disse que o governo se submeterá à decisão da comissão e que espera que o Brasil reverta sua decisão de convocar seu embaixador. Para ela, o processo apresentado por seu governo contra o BNDES é um tema comercial, não diplomático.
A declaração da embaixadora foi apoiada por Correa. "Não entendemos por que tem que haver um incidente diplomático em um problema estritamente comercial e financeiro. Um problema que começou com a Odebrecht, que quanto mais escavamos pior fica."
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