Índia identifica suspeito de realizar ataques em Mumbai, diz jornal
da Folha Online
Atualizado às 15h52.
Fontes da polícia indiana identificaram como Mohammad Ajmal Mohammad Amin Kasab o terrorista preso suspeito de envolvimento nos atentados coordenados realizados na cidade de Mumbai nesta quarta-feira (26), informou neste sábado o jornal "Times of India". Conforme a publicação, ele é paquistanês e continuará preso até o próximo dia 11 de dezembro.
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| Gurinder Osan/AP |
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| Militares indianos comemoram fim do combate aos terroristas que atacaram diversos pontos da cidade de Mumbai na quarta-feira |
Os ataques começaram na noite de quarta-feira. Terroristas atacaram diversos pontos de regiões nobres da cidade indiana de Mumbai, centro financeiro daquele país, com tiros e granadas. Foram atingidos pontos populares entre ocidentais, como os hotéis de luxo Taj Mahal Palace e Oberoi Trident e o famoso Café Leopold, freqüentado por turistas e por profissionais de Bollywood, como é chamada a indústria cinematográfica indiana.
Nos hotéis e no centro judaico Chabad Lubavitch foram mantidos reféns. Os últimos reféns foram libertados na sexta-feira (28). Os últimos terroristas, porém, --três que resistiam no hotel Taj-- foram mortos neste sábado. No total, ao menos 195 pessoas morreram e cerca de 300 ficaram feridas.
Conforme o "Times of India", as investigações preliminares da polícia indicam que Kasab chegou com cerca de dez comparsas a Mumbai de barco. Na seqüência, eles se dividiram e, com aproximadamente 6.200 rúpias indianas cada um (menos de R$ 300), seguiram de táxi para os pontos que deveriam atacar. O jornal afirma ainda que Kasab foi preso na própria quarta-feira, ao lado de um homem que foi identificado como Ismail Khan e que morreu baleado em confronto com policiais.
Segundo a publicação, a polícia pensa em acusar Kasab de ter matado três altos oficiais da instituição assassinados nos atentados: Hemant Karkare, o chefe do esquadrão antiterrorismo, Vijay Salaskar, consultor de segurança, e o comissário de polícia Ashok Kamte.
O Paquistão disse, mais cedo, que a Índia ainda não havia apresentado provas da suspeita de envolvimento de paquistaneses no caso e ofereceu apoio incondicional ao governo da Índia nas investigações.
Nos últimos dias, as autoridades indianas disseram acreditar que o vizinho Paquistão estivesse envolvido. O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, chegou a dizer que iria adotar "quaisquer medidas necessárias" para localizar os terroristas e que a Índia não iria tolerar que extremistas usem países vizinhos como base para lançar ataques contra alvos indianos.
Segundo o "Times of India", Kasab é o único suspeito preso embora, nos últimos dias, tenham sido divulgadas as prisões de ao menos mais dois homens. Não há confirmação sobre o paradeiro deles.
Reféns
Forças de segurança indianas ainda realizam buscas por vítimas e pistas de terroristas nos dois hotéis de luxo de Mumbai usados como cativeiro, nesta semana. Na sexta-feira (28), já chegava a 30 o número de corpos encontrados apenas dentro do hotel Oberoi Trident, onde ainda foram encontrados fuzis AK-47 e quatro granadas de fabricação chinesa.
No Taj Mahal Palace, centenas de reféns foram resgatados ainda na sexta-feira, inclusive de helicóptero, porém o cerco continuou porque três terroristas resistiam, trocando tiros com os agentes. Os três acabaram mortos neste sábado. Para fontes das forças de segurança, todo o conhecimento demonstrado pelos terroristas é prova de que eles conheciam muito bem as plantas dos hotéis atacados, identificando até a localização de monitores do circuito interno de vigilância.
Neste sábado, outro fuzil AK-47 foi encontrado no Taj onde, na sexta-feira, 12 a 15 corpos foram encontrados em um só cômodo.
No centro judaico Chabad Lubavitch, ao menos seis israelenses foram mantidos reféns entre quarta-feira e sexta-feira, quando os indianos explodiram uma das paredes do imóvel, abrindo um buraco. Todos os reféns foram mortos, entre eles o rabino Gavriel Holtzberg, 29, e a mulher, Rivka, 28, pais de um bebê de dois meses que foi entregue aos cuidados dos avós.
Segundo reportagem da rede de TV americana CNN, o rabino falava ao telefone com o consulado israelense quando foi morto.
Com agências internacionais
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