Família de policial indiano morto em ataques rejeita indenização, diz jornal
da Folha Online
Os familiares do chefe do esquadrão antiterrorismo de Mumbai (Índia), Hemant Karkare, 58, que foi morto nos atentados realizados nesta semana na cidade, rejeitaram a oferta de ajuda financeira feita pelo ministro-chefe do Estado indiano Gujarat, Narendra Modi, informou o site do jornal "Times of India" neste sábado.
Os ataques ocorreram na noite de quarta-feira. Terroristas atacaram diversos pontos de regiões nobres da cidade indiana de Mumbai, centro financeiro daquele país, com tiros e granadas. Foram atingidos pontos populares entre ocidentais, como os hotéis de luxo Taj Mahal Palace e Oberoi Trident e o famoso Café Leopold, freqüentado por turistas e por profissionais de Bollywood, como é chamada a indústria cinematográfica indiana.
| Harish Tyagi/Efe |
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| Indianos participam de cortejo fúnebre do chefe de brigada antiterrorista Hemant Karkare, assassinado em Mumbai |
Nos hotéis e no centro judaico Chabad Lubavitch foram mantidos reféns. Os últimos reféns foram libertados na sexta-feira (28). Os últimos terroristas, porém, --três que resistiam no hotel Taj-- foram mortos neste sábado.
No total, ao menos 195 pessoas morreram e cerca de 300 ficaram feridas.
Nesta sexta-feira (28), ainda conforme o jornal, Modi visitou as casas em que viviam Karkare e o especialista em segurança Vijay Salaskar, também morto nos atentados, e ofereceu uma doação ao Estado de Maharashtra, do qual Mumbai é capital, para custear um benefício às famílias desses oficiais, mas elas recusaram a oferta.
O corpo de Karkare foi cremado neste sábado, depois de um cortejo fúnebre acompanhado por milhares de pessoas e transmitido por diversas emissoras de TV indianas.
Conforme o "Times of India", há apenas um homem preso suspeito de envolvimento com os atentados --o paquistanês Mohammad Ajmal Mohammad Amin Kasab--, e a polícia pretende acusá-lo de matar Karkare, Salaskar e o comissário de polícia Ashok Kamte.
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