Secretário de Bush propõe a Obama reorganização de tropas para o Afeganistão
JIM MANNION
da France Press, em Washington
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, que conduz as forças militares americanas para uma saída do Iraque, parece agora disposto a reorientar as tropas para o Afeganistão, sob o comando do presidente eleito Barack Obama.
| Susan Walsh-20.nov.08/AP |
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| Permanecência do Secretário de Defesa, Robert Gates, preocupa democratas pacifistas |
A decisão de Obama de pedir a Gates, 65, que continue ocupando o cargo por pelo menos mais um ano foi revelada na noite de terça-feira (25), pondo fim a várias semanas de especulações durante esta primeira transição de governo em tempos de guerra dos últimos 40 anos.
Um porta-voz do Pentágono não confirmou a decisão, mas funcionários democratas disseram à imprensa americana que Gates seria nomeado assim que Obama revelar sua equipe encarregada da Segurança Nacional, na próxima semana.
Gates, que visita a base aérea de Dakota do Norte na próxima segunda-feira, não precisará da confirmação do Senado para ficar. Já ouviu, também, os principais integrantes de sua equipe para ver quais deles poderão segui-lo, informaram as autoridades. De acordo com uma autoridade militar, que preferiu não se identificar, a notícia da permanência de Gates na pasta foi recebida "com alívio".
O processo de retirada das forças americanas no Iraque promete ser um dos maiores pontos de fricção, uma vez que Obama prometeu durante a campanha tirar em 16 meses todas as tropas.
No entanto, esta postura poderá ser revista depois do acordo entre Washington e Bagdá, atualmente debatido no Parlamento iraquiano, que pede uma retirada de todas as tropas americanas antes do final de 2011 --uma agenda que os comandantes militares americanos consideram difícil de ser cumprida, mas factível.
Estratégia
As equipes de Gates e Obama defendem um incremento no volume das forças americanas, um programa para expandir as forças de segurança afegãs e um plano estratégico mais amplo que envolva o Paquistão. O país teria se convertido em refúgio para a Al Qaeda e lugar estratégico para a preparação de ataques talibãs no Afeganistão.
Ambos também defendem o fechamento do centro de detenção de Guantánamo, em Cuba, símbolo dos excessos cometidos durante a "guerra ao terrorismo" americano e onde permanecem ainda 250 detentos à espera de julgamento.
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Especial
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