Mundo
29/11/2008 - 17h42

Secretário de Bush propõe a Obama reorganização de tropas para o Afeganistão

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JIM MANNION
da France Press, em Washington

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, que conduz as forças militares americanas para uma saída do Iraque, parece agora disposto a reorientar as tropas para o Afeganistão, sob o comando do presidente eleito Barack Obama.

Susan Walsh-20.nov.08/AP
"[Permanecência do Secretário de Defesa, Robert Gates, preocupa democratas pacifistas]":http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u472937.shtml
Permanecência do Secretário de Defesa, Robert Gates, preocupa democratas pacifistas

A decisão de Obama de pedir a Gates, 65, que continue ocupando o cargo por pelo menos mais um ano foi revelada na noite de terça-feira (25), pondo fim a várias semanas de especulações durante esta primeira transição de governo em tempos de guerra dos últimos 40 anos.

Um porta-voz do Pentágono não confirmou a decisão, mas funcionários democratas disseram à imprensa americana que Gates seria nomeado assim que Obama revelar sua equipe encarregada da Segurança Nacional, na próxima semana.

Gates, que visita a base aérea de Dakota do Norte na próxima segunda-feira, não precisará da confirmação do Senado para ficar. Já ouviu, também, os principais integrantes de sua equipe para ver quais deles poderão segui-lo, informaram as autoridades. De acordo com uma autoridade militar, que preferiu não se identificar, a notícia da permanência de Gates na pasta foi recebida "com alívio".

O processo de retirada das forças americanas no Iraque promete ser um dos maiores pontos de fricção, uma vez que Obama prometeu durante a campanha tirar em 16 meses todas as tropas.

No entanto, esta postura poderá ser revista depois do acordo entre Washington e Bagdá, atualmente debatido no Parlamento iraquiano, que pede uma retirada de todas as tropas americanas antes do final de 2011 --uma agenda que os comandantes militares americanos consideram difícil de ser cumprida, mas factível.

Estratégia

As equipes de Gates e Obama defendem um incremento no volume das forças americanas, um programa para expandir as forças de segurança afegãs e um plano estratégico mais amplo que envolva o Paquistão. O país teria se convertido em refúgio para a Al Qaeda e lugar estratégico para a preparação de ataques talibãs no Afeganistão.

Ambos também defendem o fechamento do centro de detenção de Guantánamo, em Cuba, símbolo dos excessos cometidos durante a "guerra ao terrorismo" americano e onde permanecem ainda 250 detentos à espera de julgamento.

Comentários dos leitores
Liliane Garcia (2) 06/11/2009 00h23
Liliane Garcia (2) 06/11/2009 00h23
A questão não é o fato do Obama defender o seu país e sim, dar continuidade a uma política de intervenção no país alheio, o que não é nada democrático, logo eles que "prezam" tanto pela democracia. Por qual motivo? Eu também lamento o atentado ocorrido no 11 de setembro, porém, acredito que isso não justifica a invasão estadunidense. Assim como no World Trade Center, no Afeganistão havia e ainda há muitos civis inocentes, sendo eles também vítimas das atrocidades cometidas por ambas as partes. O atentado terrorista provavelmente ainda servirá por muito tempo para justificar uma invasão que não tem justificativa para aqueles que se tornaram vítimas do horror da guerra. 2 opiniões
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Sergio Busato (2) 04/11/2009 21h40
Sergio Busato (2) 04/11/2009 21h40
Concordo com o Elton Lancini e também gostaria de recomendar o livro "O Império Americano - Hegemonia ou Sobrevivência" do author Noam Chomsky. sem opinião
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Marcio Alves Vieira (113) 04/11/2009 19h39
Marcio Alves Vieira (113) 04/11/2009 19h39
Parabéns ao Sr. Armando Spataro, o resto é balela. 2 opiniões
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