Mundo
29/11/2008 - 21h17

Bush promete apoio dos EUA nas investigações em Mumbai

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da Efe

O presidente George W. Bush prometeu neste sábado apoio total dos Estados Unidos à Índia, na investigação dos atentados terroristas de quarta-feira (dia 26) em Mumbai. Os ataques deixaram pelo menos 195 mortos e cerca de 300 feridos.

"Prometemos o apoio total dos Estados Unidos num momento em que a Índia investiga os ataques, leva os culpados à justiça e dá continuidade a seu sistema de vida democrático", disse Bush na Casa Branca, ao retornar do feriado prolongado do Dia de Ação de Graças.

"Os assassinos que atacaram nesta semana são brutais e violentos, mas o terror não terá a última palavra", afirmou o presidente que disse que defendeu a Índia. " O povo é resistente e forte. Construiu uma democracia pujante e multiétnica", disse. Pelo menos cinco americanos morreram nos ataques terroristas a Mumbai.

Hoje, amigos e colegas dos americanos mortos expressaram seu pesar. A ex-mulher de Alan Scheer, morto junto da filha adolescente em um dos hotéis de Mumbai, lembrou que o americano havia dedicado sua vida à meditação e a promoção da paz.

A comunidade judaica de Nova York recordou o rabino Gavriel Holtzberg, também morto em Mumbai, como um homem desinteressado e humilde que havia construído um centro judeu na Índia. Os serviços da contra-espionagem dos Estados Unidos suspeitam de um grupo de fundamentalistas islâmicos baseado na Caxemira, que poderia ser o Lashkar-e-Taiba.

Segundo fontes que não quiserem se identificar, os terroristas podem ter alguma ligação com um grupo fundamentalista muçulmano baseado no Paquistão e que luta contra a presença indiana na Caxemira. Em 2001, o grupo foi responsabilizado por um ataque contra o Parlamento indiano.

Segundo o funcionário americano, Lashkar-e-Taiba contou no passado com o apoio dos serviços secretos paquistaneses e, "às vezes, treinou com a Al Qaeda"

 

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