Ministro do Interior indiano entrega cargo após atentados em Mumbai
da Efe, em Nova Délhi
Atualizado às 07h14.
O ministro do Interior da Índia, Shivraj Patil, pediu demissão neste domingo (30) após assumir a responsabilidade pelo ataque terrorista contra a cidade portuária de Mumbai, informou uma fonte do partido governamental.
Patil enviou a carta de renúncia ao primeiro-ministro, Manmohan Singh, que ainda não decidiu se a aceita.
O ministro "assumiu a responsabilidade moral e decidiu renunciar", disse a porta-voz do Partido do Congresso, Jayanti Natarajan.
O ataque contra Mumbai "é horrendo e o governo o levou muito a sério. É um ataque intolerável à soberania indiana", acrescentou a porta-voz, citada pela agência de notícias Ians.
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O primeiro-ministro indiano realiza hoje uma reunião com os líderes dos principais partidos do país para analisar a situação após os atentados em Mumbai, que causaram a morte de 195 pessoas e ferimentos a mais de 300.
Onda de atentados
Na reunião no comitê central do Partido do Congresso, em que o ministro entregou o cargo, outros membros do Governo reivindicaram que as responsabilidades pelo ataque a Mumbai fossem levadas ao mais alto nível.
Segundo as agências PTI e Ians, os participantes pediram medidas "exemplares" após a onda de atentados que a Índia sofreu este ano para restaurar a confiança dos cidadãos no governo.
Antes de Mumbai, várias cidades indianas como Nova Délhi, Jaipur, Ahmedabad e Bangalore sofreram atentados com a colocação de bombas em diferentes pontos, deixando dezenas de mortos.
A maioria dos atentados foi reivindicada pelo grupo Indian Mujahedin, enquanto um desconhecido Deccan Mujahedin reivindicou a autoria do ataque desta semana contra a capital financeira indiana, perpetrado por comandos terroristas armados com metralhadoras, granadas e outros explosivos.
A Índia acusou um grupo com base no Paquistão que luta pela independência da região da Caxemira.
As acusações elevaram a tensão entre os países, que se enfrentaram em três guerras desde sua independência em 1947.
Segundo a NDTV, o governo está estudando a possibilidade de suspender o diálogo aberto com o Paquistão em 2004, assim como o cessar-fogo na fronteira da Caxemira desde 2003.
Um deputado do partido opositor Bharatiya Janata Party considerou hoje que a renúncia do ministro Patil é uma resposta "pequena demais e tardia".
"A Índia nunca pareceu tão vulnerável", disse em entrevista a NDTV o deputado Ravi Prasad, reivindicando ao governo medidas mais contundentes.
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