Mundo
30/11/2008 - 13h30

Para Hillary assumir cargo, Bill Clinton abre dados de fundação

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da Folha Online

O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton (1993-2001) concordou em divulgar os nomes dos mais de 200 mil doadores da fundação que leva seu nome como parte de um acordo com o presidente eleito do país, Barack Obama, para que a mulher, Hillary, seja indicada ao cargo de secretária de Estado, informou reportagem do jornal americano "The New York Times" publicada neste domingo.

Democratas ligados a Clinton e a Obama confirmaram o acordo.

Obama e o vice-presidente eleito, Joe Biden, participam nesta segunda-feira (1º) de uma entrevista coletiva na qual anunciarão os nomes da futura equipe de segurança. Entre os cargos está o da chefia do Departamento de Estado.

Clinton manteve seus doadores sob sigilo, como permite a legislação americana, sempre sob muita especulação quanto à participação de estrangeiros, principalmente dos países ricos em petróleo do Golfo, como a família real saudita. Agora, ele deverá divulgar a lista para garantir a Obama e aos críticos que não haverá conflito de interesses, caso Hillary assuma.

No total, Clinton concordou com nove exigências, para que a mulher chegasse ao governo. Entre outros pontos, ele concordou em separar, da fundação, sua Iniciativa Global Clinton, que promove esforços contra doenças, pobreza e mudanças climáticas. Com o acordo, ele também deixa de realizar reuniões anuais fora dos EUA e aceitar contribuições de governos.

Clinton ainda concordou, conforme a reportagem do "NY Times", em submeter suas palestras e atividades financeiras ao comitê de ética do Departamento de Estado.

Clinton cobra cerca de US$ 425 mil por hora de palestra.

Desde que deixou a Casa Branca, Clinton reuniu mais de US$ 500 milhões para construir uma biblioteca presidencial e financiar projetos de caridade.

Comentários dos leitores
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
Presidente Obama nos dá uma lição de como um Estadista deve tratar o desenvolvimento de uma nação: com justiça social. Sem acesso à saúde garantido pelo Estado não se pode marchar rumo à consolidação de uma nação de forma sustentável. Com esta atitude o Predidente Obama abre mão de uma boa parte de sua popularidade, considerando que ele intefere num mercado (o da prestação de serviços de saúde) extremamente fisiológico, influente economicamente e com grande poder político. Os resultados virão, não tão rápido, mas as gerações porvindouras terão o que comemorar... sem opinião
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J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
As mortes causadas pelas campanhas dos USA pelo mundo dá para encher milhares de torres gêmeas e wordtradecenters. Na guerra nuclear não haverá vencedores, nem mesmo o poderoso USA sobrará, é a eutanásia da humanidade doente! sem opinião
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Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
A questão não é o fato do Obama defender o seu país e sim, dar continuidade a uma política de intervenção no país alheio, o que não é nada democrático, logo eles que "prezam" tanto pela democracia. Por qual motivo? Eu também lamento o atentado ocorrido no 11 de setembro, porém, acredito que isso não justifica a invasão estadunidense. Assim como no World Trade Center, no Afeganistão havia e ainda há muitos civis inocentes, sendo eles também vítimas das atrocidades cometidas por ambas as partes. O atentado terrorista provavelmente ainda servirá por muito tempo para justificar uma invasão que não tem justificativa para aqueles que se tornaram vítimas do horror da guerra. 5 opiniões
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