Mundo
30/11/2008 - 14h44

Air France-KLM vai oferecer dois vôos para retirar estrangeiros da Tailândia

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da France Presse
da Folha Online

A companhia aérea franco-holandesa Air France-KLM anunciou neste domingo que disponibilizará dois vôos na segunda-feira (1º) e terça-feira (2) em Phuket (sul da Tailândia), com destinos respectivos para Amsterdã e Paris, para retirar parte dos passageiros bloqueados no aeroporto internacional de Bancoc, capital tailandesa.

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"As pessoas que possuem uma passagem Air France ou KLM podem pegar qualquer um desses dois vôos", ressaltou a companhia aérea, recomendando aos passageiros que entrem em contato com sua agência em Bancoc para facilitar "o traslado de ônibus" entre a capital tailandesa e Phuket.

Arte/Folha Online

Hoje o governo da Espanha informou que vai enviar dois aviões da Força Aérea Espanhola e um da companhia Iberworld para a Tailândia, para retirar do país os espanhóis que estão bloqueados no país devido ao fechamento dos aeroportos de Bancoc.

Manifestantes do partido APD (Aliança pela Democracia), oposicionistas ao governo, ocupam o aeroporto internacional Suvarnabhumi e o aeroporto doméstico Don Muang desde terça-feira (25). Cerca de 100 mil passageiros estão bloqueados no país.

Muitos governos estrangeiros desaconselharam seus cidadãos a viajarem à Tailândia, onde ainda é possível pousar em Chiang Mai e Phuket (sul). Companhias aéreas estão fretando vôos especiais para as operações de retirada.

A companhia aérea tailandesa Thai Airways International anunciou hoje que tem previstos para hoje 31 vôos para os viajantes que desejem sair ou entrar na Tailândia. Em comunicado, a principal companhia aérea tailandesa informou que 18 aviões decolarão ao longo do dia da base militar de U-Tapao em direção a diferentes destinos internacionais, enquanto outros 13 aterrissarão vindos de outros países.

O diretor do aeroporto de Suvarnabhumi, Serirat Prasutanont, disse estar negociando com os manifestantes para permitir a retomada das operações. "Estamos implorando a eles para deixarem os aviões vazios decolarem, mas sem sucesso", disse.

As manifestações pelo país já ocorrem há mais de três meses, pressionando para que o primeiro-ministro tailandês, Somchai Wongsawat, renuncie. Ele, por sua vez, afirma ter sido democraticamente eleito e nega que vá renunciar. Os manifestantes o acusam de ser leal ao ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, foragido da justiça do país sob acusações de corrupção e abuso de poder. Shinawatra foi deposto em 2006 por um golpe de Estado e hoje vive no exílio.

Wongsawat, no entanto, ainda conta com forte apoio entre a população pobre tanto em áreas urbanas como rurais. Cerca de 4.000 partidários do governo se reuniram neste domingo para prevenir um eventual golpe de Estado na Tailândia. Vestidos de vermelho, eles se reuniram a poucos quilômetros de seus adversários, que ocupam há mais de três meses os escritórios do primeiro-ministro.

 

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