Brasileiros na Tailândia já conseguem deixar país, diz vice-cônsul
GISELLI SOUZA
colaboração para a Folha Online
Os brasileiros que estão na cidade de Bancoc, na Tailândia --alvo de manifestantes antigoverno-- já estão conseguindo deixar o país, disse neste domingo a vice-cônsul do Brasil na Tailândia, Leila Brum, à Folha Online, por telefone. A embaixada está organizando a hospedagem dos brasileiros e o telefone de emergência no país é o 081- 9064238. O governo tailandês tem arcado com as despesas de estadia e alimentação.
Entenda a crise na Tailândia
Veja imagens dos protestos
| Rungroj Yongrit-28.nov.08/Efe |
![]() |
| Manifestantes bloqueiam aeroportos para pedir a saída de primeiro-ministro |
"Alguns brasileiros já estão conseguindo embarcar pelo aeroporto militar Utapau, que o governo disponibilizou nos últimos dias. Um grupo de oito brasileiros embarca amanhã e a Embaixada está oferecendo ajuda para quem precisa de hospedagem e remédios", disse Leila Brum que afirma que a situação na cidade está tranqüila e que cerca de 100 brasileiros aguardam a abertura dos aeroportos.
De acordo com a vice-cônsul, os brasileiros estão espalhados em hotéis da cidade. "Um grupo de 52 brasileiros, entre turistas e executivos, estão em um hotel. Nós estamos encaminhado os brasileiros para o hotel Pinnacle, que é próximo à Embaixada", afirmou Leila que disse que as despesas de hospedagem e alimentação estão sendo pagas pelo governo tailandês.
Desde a terça-feira passada (25), manifestantes antigoverno do partido APD (Aliança pela Democracia) ocupam o aeroporto internacional Suvarnabhumi e o aeroporto doméstico Don Muang para pedir a saída do primeiro-ministro Somchai Wongsawat.
"Se as pessoas não tiverem onde se hospedar, podem ligar no telefone de emergência que nós providenciamos a estadia junto ao governo", informou a vice-cônsul. No entanto, o contato com as empresas aéreas deverá ser feito pelos turistas.
"As pessoas deverão ligar para as companhias e verificar a disponibilidade de vôo no aeroporto de U-Tapao. A situação está sob controle nos hotéis e não tivermos nenhuma informação sobre qualquer violência praticada contra os brasileiros", disse Leila.
Ontem, a explosão de uma granada feriu mais de 50 manifestantes da ADP que protestavam em frente a sede do governo. Segundo a agência de notícias Associated Press, ao menos quatro feridos estão em estado grave.
O porta-voz dos manifestantes Suriyasai Katasiya atribuiu a responsabilidade pelas explosões ao governo. As manifestações pelo país já ocorrem há mais de três meses, pressionando para que o primeiro-ministro Wongsawat, renuncie. Ele, por sua vez, afirma ter sido democraticamente eleito e nega que vá renunciar.
Hoje, a polícia de Bancoc ordenou que os manifestantes se retirassem dos aeroportos, sob pena de serem presos ou multados. Cerca de 200 policiais organizaram uma barricada para expulsar os protestantes, sem sucesso. Nesta última semana, os membros da ADP disseram que irão "lutar até morrer e que não vão se render".
Leia mais
- Air France-KLM vai oferecer dois vôos para retirar estrangeiros da Tailândia
- Viagem pela América Latina reforçou vínculos, afirma Medvedev
- Polícia pressiona por fim de protestos na Tailândia; granada fere mais de 50
- Thai Airways prevê saída de 31 vôos hoje a partir de base militar
- Governo espanhol enviará aviões à Tailândia para repatriar cidadãos
Especial
Livraria


