Conheça o perfil de Hillary Clinton, candidata a secretária do Estado dos EUA
da France Press, em Washington
A senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton, que pretendeu tornar-se a primeira mulher a presidir os Estados Unidos, deverá ter seu nome anunciado amanhã, como a secretária de Estado do governo Barack Obama.
| Elise Amendola/AP |
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| Anúncio de Hillary Clinton como nova secretária de Estado poderá ser feito na segunda pelo presidente eleito, Barack Obama |
Em meio a uma disputa cerrada pela indicação democrata, Hillary Clinton chegou a dizer durante as primárias do partido que votar em Obama "seria um salto no escuro que o país não pode se permitir".
"Não podemos nos dar ao luxo de eleger alguém como fizemos com George W. Bush e depois nos surpreender com as decisões tomadas, a direção para a qual conduz o país", disse Hillary durante a campanha.
Advogada, primeira-dama e senadora por Nova York, Hillary Diane Rodham, que adotou o sobrenome do marido, o ex-presidente Bill Clinton, nasceu no dia 26 de outubro de 1947 em Illinois (centro), sendo a mais velha de três irmãos.
Na prestigiada universidade de Yale obteve o título de advogada e conheceu Bill Clinton com quem se casou em 1975. O casal teve uma única filha, Chelsea, 27, que acompanha a mãe nas viagens de campanha.
Brilhante oradora, Hillary Clinton carrega o peso de uma imagem julgada muito fria, tendo se acostumado a críticas pela oposição. A direita não a perdoa pela fracassada tentativa de reformar o sistema de saúde em nos anos de 1993 e 1994 durante o mandato do marido, e a associa aos escândalos da era Clinton --o caso imobiliário "Whitewater" e o "Travelgate".
"Descobri que realmente não se deve tomar decisões no calor do momento", disse Hillary Clinton em recente entrevista ao ser ouvida sobre se sentiu envergonhada com a relação do marido com a estagiária da Casa Branca, Monica Lewinsky, que derivou em julgamento político.
Ao mesmo tempo, a senadora por Nova York é uma das mulheres mais admiradas do país, segundo pesquisa Gallup divulgada recentemente. Suas campanhas eleitorais de 2000 e 2006 em Nova York se converteram em ensaio para a disputa da Casa Branca.
Depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 em Nova York e Washington, Hillary foi considerada uma nova-iorquina modelo, incansável. Em 2002, como integrante do poderoso Comitê de Defesa do Senado, aprovou a resolução autorizando a invasão do Iraque.
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