Bush envia Rice a Índia para manifestar solidariedade
colaboração para a Folha Online
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, enviará a secretária de Estado, Condoleezza Rice, a Índia nesta semana como manifestação suplementar da solidariedade dos Estados Unidos, depois dos ataques terroristas praticados em Mumbai. Nos atentados da última quarta-feira (26), 195 pessoas morreram e cerca de 300 ficaram feridas.
| Pavel Wolberg-06.nov.08/Efe |
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| Secretária de Estado, Condoleezza Rice, irá prestar solidariedade às vítimas em Mumbai |
Rice chegará ao país na quarta-feira (dia 3) na seqüência de uma viagem a Bruxelas na terça-feira (2), como parte de uma reunião da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), informou a secretária de imprensa da Casa Branca, Dana Perino.
O presidente George W. Bush havia prometido sábado "apoio total dos Estados Unidos" a Índia, na investigação dos atentados terroristas de quarta-feira em Mumbai, que deixaram pelo menos 172 mortos.
"Prometemos o apoio total dos Estados Unidos num momento em que a Índia investiga os ataques, leva os culpados à justiça e dá continuidade a seu sistema de vida democrático", disse Bush na Casa Branca, ao retornar do feriado prolongado do Dia de Ação de Graças.
"Os assassinos que atacaram nesta semana são brutais e violentos, mas o terror não terá a última palavra", disse Bush. "O povo da Índia é resistente. O povo da Índia é forte. Construiu uma democracia pujante e multiétnica", declarou.
Terror
Os ataques a tiros e granadas ocorreram na noite de quarta-feira e atingiram vários pontos de regiões nobres de Mumbai --centro financeiro da Índia--, principalmente aqueles que são muito movimentados e populares entre ocidentais. Em três alvos --os e o centro judaico Chabad Lubavitch --, os terroristas mantiveram centenas de pessoas reféns.
Nos hotéis, o resgate dos reféns terminou apenas na sexta-feira (28). No Taj Mahal, o conflito entre as forças de segurança indianas e os terroristas só acabou sábado (29), quando os três últimos criminosos foram mortos. Os agentes de segurança ainda realizam buscas nos hotéis atrás de corpos, armas e pistas deixadas pelos terroristas.
No centro judaico, o cerco também acabou na sexta-feira, porém todos os reféns morreram. Segundo Israel, nove cidadãos morreram, ao todo, nos atentados. Entre eles estão o rabino americano Gavriel Holtzberg, 29, e a mulher dele, Rivka, 28, que deixaram um bebê.
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