Manifestantes permitem retirada de 88 aviões do aeroporto de Bancoc
da Folha Online
Os líderes dos protestos contra o governo tailandês permitiram que a companhia aérea Thai Airways International retirasse 88 aviões do aeroporto internacional de Bancoc para facilitar a saída da Tailândia das dezenas de milhares de estrangeiros.
Entenda a crise na Tailândia
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A APD (Aliança do Povo para a Democracia), cujos partidários ocupam desde quarta-feira os dois aeroportos da capital para protestar contra o governo, permitiu a decolagem do primeiro avião a partir do terminal de Suvarnabhumi (Aeroporto Internacional).
O acordo foi alcançado na noite do domingo passado após várias horas de negociações entre a Aliança e funcionário da agência aeroportuária da Tailândia, disse à imprensa seu presidente Serirat Pasutanont.
Desde a terça-feira passada (25), manifestantes antigoverno do partido APD ocupam o aeroporto internacional Suvarnabhumi e o aeroporto doméstico Don Muang para pedir a saída do primeiro-ministro Somchai Wongsawat.
No fim de semana, a explosão de uma granada feriu mais de 50 manifestantes da APD que protestavam em frente à sede do governo. Segundo a agência de notícias Associated Press, ao menos quatro feridos foram internados em estado grave.
O porta-voz dos manifestantes Suriyasai Katasiya atribuiu a responsabilidade pelas explosões ao governo. As manifestações pelo país já ocorrem há mais de três meses, pressionando para que o primeiro-ministro renuncie. Wongsawat afirma ter sido democraticamente eleito e nega que vá renunciar.
Neste domingo (30), a polícia de Bancoc ordenou que os manifestantes se retirassem dos aeroportos, sob pena de serem presos ou multados. Cerca de 200 policiais organizaram uma barricada para expulsar os protestantes, sem sucesso. Nesta última semana, os membros da APD disseram que irão "lutar até morrer e que não vão se render".
Em apoio ao premiê, cerca de 2.000 pessoas se concentraram ante o edifício da prefeitura da capital. A polícia aumentou ainda mais seu efetivo nas ruas para evitar um confronto entre apoiadores e opositores do governo.
Vestidos de vermelho para se diferenciarem do amarelo de seus rivais, os manifestantes pró-governo anunciaram para hoje um novo ato de protesto como o que reuniu mais de 15 mil ativistas no centro velho da cidade ontem.
Com Efe
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