Mundo
01/12/2008 - 07h50

Obama deve confirmar hoje Hillary Clinton como secretária de Estado

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colaboração para a Folha Online

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciará em coletiva nesta segunda-feira às 10h40 (13h40 de Brasília), em Chicago, os nomes para a Segurança Nacional. Obama deve confirmar a senadora democrata Hillary Clinton como secretária de Estado. O republicano Robert Gates, atual secretário de Defesa do governo George W. Bush, também deverá ter sua permanência no cargo anunciada.

Carolyn Kaster/AP/21.nov.2008
Obama vai confirmar hoje nome de Hillary Clinton como secretária de Estado dos EUA
Obama vai confirmar hoje nome de Hillary Clinton como secretária de Estado dos EUA

Fontes ligadas ao presidente eleito também confirmaram que serão divulgados os nomes de Eric Holder como procurador geral, da governadora do Arizona, Janet Napolitano, como secretária de Segurança Nacional, Susan Rice, como embaixadora dos EUA na ONU e do general James Jones como conselheiro de Segurança Nacional.

Obama também escolheu o ex-líder democrata no Senado, Tom Daschle, para ser seu secretário de Serviços Humanos e de Saúde e o governador do Novo México, Bill Richardson, como secretário do Comércio.

As informações, no entanto, ainda não são oficiais. Na semana passada, o futuro ocupante da Casa Branca nomeou os integrantes da sua equipe econômica, incluindo Timothy Geithner, como secretário do Tesouro.

Pressa

Menos de um mês após as eleições, Obama já anunciou metade dos 15 integrantes do seu gabinete, incluindo as principais posições: Estado, Justiça, Tesouro e Defesa. A pressa é conseqüência da situação que os EUA enfrentam, com uma economia em recessão e duas guerras.

Os atentados que mataram mais de 200 pessoas em Mumbai, na Índia, na semana passada, reforçaram as ameaças terroristas ao redor do mundo. Obama, por sua vez, está tentando mostrar confiança e não deixar um vácuo na liderança do país no momento de transição.

Bill Clinton

O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton (1993-2001) concordou em divulgar os nomes dos mais de 200 mil doadores da fundação que leva seu nome como parte de um acordo com o presidente eleito do país, Barack Obama, para que a mulher, Hillary, seja indicada ao cargo de secretária de Estado, informou reportagem do jornal americano "The New York Times" publicada neste domingo.

Democratas ligados a Clinton e a Obama confirmaram o acordo. Clinton manteve seus doadores sob sigilo, como permite a legislação americana, sempre sob muita especulação quanto à participação de estrangeiros, principalmente dos países ricos em petróleo do Golfo, como a família real saudita. Agora, ele deverá divulgar a lista para garantir a Obama e aos críticos que não haverá conflito de interesses.

No total, Clinton concordou com nove exigências, para que a mulher chegasse ao governo. Entre outros pontos, ele concordou em separar, da fundação, sua Iniciativa Global Clinton, que promove esforços contra doenças, pobreza e mudanças climáticas. Com o acordo, ele também deixa de realizar reuniões anuais fora dos EUA e aceitar contribuições de governos.

Clinton ainda concordou, conforme a reportagem do "NY Times", em submeter suas palestras e atividades financeiras ao comitê de ética do Departamento de Estado. Clinton cobra cerca de US$ 425 mil por hora de palestra. Desde que deixou a Casa Branca, Clinton reuniu mais de US$ 500 milhões para construir uma biblioteca presidencial e financiar projetos de caridade.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
Presidente Obama nos dá uma lição de como um Estadista deve tratar o desenvolvimento de uma nação: com justiça social. Sem acesso à saúde garantido pelo Estado não se pode marchar rumo à consolidação de uma nação de forma sustentável. Com esta atitude o Predidente Obama abre mão de uma boa parte de sua popularidade, considerando que ele intefere num mercado (o da prestação de serviços de saúde) extremamente fisiológico, influente economicamente e com grande poder político. Os resultados virão, não tão rápido, mas as gerações porvindouras terão o que comemorar... sem opinião
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J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
As mortes causadas pelas campanhas dos USA pelo mundo dá para encher milhares de torres gêmeas e wordtradecenters. Na guerra nuclear não haverá vencedores, nem mesmo o poderoso USA sobrará, é a eutanásia da humanidade doente! sem opinião
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Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
A questão não é o fato do Obama defender o seu país e sim, dar continuidade a uma política de intervenção no país alheio, o que não é nada democrático, logo eles que "prezam" tanto pela democracia. Por qual motivo? Eu também lamento o atentado ocorrido no 11 de setembro, porém, acredito que isso não justifica a invasão estadunidense. Assim como no World Trade Center, no Afeganistão havia e ainda há muitos civis inocentes, sendo eles também vítimas das atrocidades cometidas por ambas as partes. O atentado terrorista provavelmente ainda servirá por muito tempo para justificar uma invasão que não tem justificativa para aqueles que se tornaram vítimas do horror da guerra. 5 opiniões
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