Mundo
01/12/2008 - 11h50

Obama deve nomear para ONU assessora engajada no combate a genocídios

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colaboração para a Folha Online

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, escolheu sua conselheira para assuntos externos durante a campanha, Susan Rice, para ser a embaixadora dos EUA na ONU (Organização das Nações Unidas), como informa reportagem desta segunda-feira do jornal "The New York Times". Segundo a publicação, Rice é defensora de uma "ação dramática" contra genocídios.

Tannen Maury/Efe/25.nov.2008
Presidente eleito dos EUA, Barack Obama, deve confirmar nome de sua principal assessora para assuntos externos para a ONU
Presidente eleito dos EUA, Barack Obama, deve confirmar nome de sua principal assessora para assuntos externos para a ONU

Nesta tarde, o nome de Rice, assim como o da senadora Hillary Clinton e do atual secretário de Defesa, Robert Gates, devem ser confirmados para compor a equipe do futuro governo. Barack Obama concede nesta segunda-feira coletiva em Chicago.

Com a função de representante do país nas Nações Unidas, Rice será uma das figuras mais visadas da futura administração ao redor do mundo, além de Hillary Clinton. A expectativa é de que a futura embaixadora vá defender forças atuantes, inclusive militares, se necessárias, para impedir os assassinatos em massa.

Para reforçar sua intenção de trabalhar mais perto com as Nações Unidas, após a ter as relações com a entidade fragilizadas durante o governo do presidente George W. Bush, Barack Obama quer elevar o posto de embaixadora ao cargo de gabinete, como era na gestão de Bill Clinton.

"Ela é obviamente uma das assessoras mais próximas de Obama, o que revela o quanto ele prioriza a posição", disse Nancy Soderberg, diplomata que trabalhou nas Nações Unidas na gestão de Clinton. "Se você olhar os últimos oito anos, percebe que teremos que ser mais engajados junto à ONU e realista sobre até onde ela pode atuar", afirmou.

Segundo o "NYT", admiradores de Rice dizem que ela sabe ouvir e se posicionar diante de importantes autoridades. "Susan é intelectualmente firme, é concisa em suas argumentações e será uma diplomata muito eficiente", disse Strobe Talbott, ex-funcionário da Secretaria de Estado e hoje presidente do Brookings Institution, onde Rice trabalhou nos últimos anos.

Segurança Nacional

Obama deve confirmar nesta segunda-feira o nome da senadora democrata Hillary Clinton como secretária de Estado. O republicano Robert Gates, atual secretário de Defesa do governo George W. Bush, também deverá ter sua permanência no cargo anunciada.

Fontes ligadas ao presidente eleito também confirmaram que serão divulgados os nomes de Eric Holder como procurador geral, da governadora do Arizona, Janet Napolitano, como secretária de Segurança Nacional e do general James Jones como conselheiro de Segurança Nacional.

Obama também escolheu o ex-líder democrata no Senado, Tom Daschle, para ser seu secretário de Serviços Humanos e de Saúde e o governador do Novo México, Bill Richardson, como secretário do Comércio. As informações, no entanto, ainda não são oficiais. Na semana passada, o futuro ocupante da Casa Branca nomeou os integrantes da sua equipe econômica, incluindo Timothy Geithner, como secretário do Tesouro.

Comentários dos leitores
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
Presidente Obama nos dá uma lição de como um Estadista deve tratar o desenvolvimento de uma nação: com justiça social. Sem acesso à saúde garantido pelo Estado não se pode marchar rumo à consolidação de uma nação de forma sustentável. Com esta atitude o Predidente Obama abre mão de uma boa parte de sua popularidade, considerando que ele intefere num mercado (o da prestação de serviços de saúde) extremamente fisiológico, influente economicamente e com grande poder político. Os resultados virão, não tão rápido, mas as gerações porvindouras terão o que comemorar... sem opinião
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J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
As mortes causadas pelas campanhas dos USA pelo mundo dá para encher milhares de torres gêmeas e wordtradecenters. Na guerra nuclear não haverá vencedores, nem mesmo o poderoso USA sobrará, é a eutanásia da humanidade doente! sem opinião
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Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
A questão não é o fato do Obama defender o seu país e sim, dar continuidade a uma política de intervenção no país alheio, o que não é nada democrático, logo eles que "prezam" tanto pela democracia. Por qual motivo? Eu também lamento o atentado ocorrido no 11 de setembro, porém, acredito que isso não justifica a invasão estadunidense. Assim como no World Trade Center, no Afeganistão havia e ainda há muitos civis inocentes, sendo eles também vítimas das atrocidades cometidas por ambas as partes. O atentado terrorista provavelmente ainda servirá por muito tempo para justificar uma invasão que não tem justificativa para aqueles que se tornaram vítimas do horror da guerra. 5 opiniões
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