Mundo
01/12/2008 - 13h47

Após ataques, indianos retomam a rotina nas estações de trem de Mumbai

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colaboração para a Folha Online

A rotina dos indianos em Mumbai, na Índia, voltou a ser restabelecida nesta segunda-feira, após os atentados da última quarta-feira (26), informou o jornal local "Times of India". Na estação de trem Chhatrapati Shivaji Terminus --que foi aberta na quinta-feira (27)-- os indianos relataram os momentos de terror vividos nos ataques que mataram 172 pessoas e feriram cerca de 300.

Altaf Qadri/AP
Clientes do Café Leopold, em Mumbai, retomam a rotina depois dos atentados
Clientes do Café Leopold, em Mumbai, retomam a rotina depois dos atentados

"Eu venho todo o dia da minha casa para a estação, para ir trabalhar. A vida continua, nós não podemos ficar em casa. Mumbai nunca pára", afirmou a trabalhadora Ashok Ram, 48.

Segundo o jornal, que publicou hoje alguns relatos de pessoas que estiveram na estação no momentos dos ataques, a quarta-feira fatídica era "considerada normal". "O tiroteio começou do nada. Quando eu percebi que era uma coisa séria, eu pedi para os passageiros se dirigirem às saídas de emergência ou esperar no vagão por uns 25 minutos, enquanto não terminava o tiroteio", informou um funcionário da estação.

A estação ferroviária CST, ou Chhatrapati Shivaji Terminus, onde os terroristas entraram atirando com fuzis é considerado pela Unesco como patrimônio cultural da humanidade. O edifício foi construído de 1878 a 1888.

Ontem, o Café Leopold --famoso entre turistas ocidentais e profissionais de Bollywood (como é chamada a indústria cinematográfica indiana), reabriu as suas portas. No dia dos atentados, o estabelecimento foi um dos primeiros alvos do grupo terrorista que atacou diversos pontos da cidade.

Os alvos estavam localizados em regiões nobres de Mumbai, o centro financeiro da Índia, e eram especialmente movimentados e populares entre ocidentais. Em três dos locais atacados --nos hotéis de luxo Oberoi Trident e Taj Mahal Palace e o centro judaico Chabad Lubavitch--, os terroristas mantiveram centenas de pessoas reféns.

Três dias após os atentados, o governo indiano chegou a informar a morte de 195 pessoas. No entanto, o número acabou revisado para baixo --ao menos 172, sendo 28 estrangeiros--, devido a informações repetidas fornecidas por hospitais.

 

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