Governadores pedirão ajuda de US$ 40 bilhões em encontro hoje com Obama
colaboração para a Folha Online
Governadores americanos vão pedir nesta terça-feira ajuda de US$ 40 bilhões ao presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, para enfrentar a crise financeira. O democrata e os governantes vão se reunir hoje no Estado da Pensilvânia para discutir projetos de infra-estrutura e expansão do atendimento do sistema de saúde à população mais pobre, pontos incluídos no plano de Obama para estimular a economia.
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| Franck Polich/Efe/17.nov.2008 |
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| Obama se encontra hoje com governadores para discutir plano de ajuda aos Estados |
O programa, que também prevê ajuda aos Estados, cujas economias estão abaladas pela redução na arrecadação de impostos e cortes no orçamento, deve chegar a US$ 500 bilhões. O presidente da Associação Nacional dos Governadores, Ed Rendell, afirmou que os Estados vão pressionar também por uma ajuda de US$ 136 milhões em projetos de infra-estrutura, como pontes e vias.
"Vamos conversar sobre elementos do plano de estímulo americano", afirmou o governador de Massachusetts, Deval Patrick, democrata que tem relação próxima a Obama. Para os Estados, a recessão significou queda grande na arrecadação, que levou 43 dos 50 a registrarem déficits. Desde então governadores foram forçados a cortar serviços e demitir funcionários.
"Sem ajuda federal, teremos que continuar a cortar gastos e aumentar impostos, ações que vão deteriorar ainda mais a economia dos nossos Estados", afirmou Rendell. Segundo o governador, projetos de infra-estrutura no valor de US$ 136 bilhões estão "prontos para serem colocados em prática".
Projeto aprovado
A presidente da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, afirmou ontem que o Congresso tentará aprovar um ambicioso plano de estímulo econômico antes da posse de Barack Obama, em 20 de janeiro."Queríamos tê-lo pronto para o presidente eleito. Acho que estaremos alcançando algum acordo hoje", disse Pelosi em entrevista aos jornalistas antes de se reunir com os governadores da Pensilvânia e de Vermont.
O plano de estímulo econômico, que é a máxima prioridade legislativa de Obama em seus primeiros cem dias de governo, poderia ser aprovado pelo Congresso após a retomada das sessões, em 6 de janeiro de 2009.
A proposta incluiria cortes de impostos, medidas para a criação de empregos, um investimento maior em infra-estrutura, mais aplicações de recursos em fontes de energia renovável e ajudas aos governos estaduais. Pelosi não deu detalhes sobre o custo ou conteúdo do plano, mas várias fontes legislativas disseram à imprensa nas últimas semanas que poderia chegar a US$ 500 bilhões.
A presidente da Câmara se reuniu ontem com o governador democrata da Pensilvânia, Ed Rendell, e com o de Vermont, o republicano Jim Douglas, presidente e vice-presidente, respectivamente, da Associação Nacional de Governadores.
Com Associated Press



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