Mundo
02/12/2008 - 09h43

Governadores pedirão ajuda de US$ 40 bilhões em encontro hoje com Obama

Publicidade

colaboração para a Folha Online

Governadores americanos vão pedir nesta terça-feira ajuda de US$ 40 bilhões ao presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, para enfrentar a crise financeira. O democrata e os governantes vão se reunir hoje no Estado da Pensilvânia para discutir projetos de infra-estrutura e expansão do atendimento do sistema de saúde à população mais pobre, pontos incluídos no plano de Obama para estimular a economia.

Entenda e evolução da crise financeira
Leia a cobertura completa da crise financeira dos EUA

Franck Polich/Efe/17.nov.2008
Obama se encontra hoje com governadores para discutir plano de ajuda aos Estados
Obama se encontra hoje com governadores para discutir plano de ajuda aos Estados

O programa, que também prevê ajuda aos Estados, cujas economias estão abaladas pela redução na arrecadação de impostos e cortes no orçamento, deve chegar a US$ 500 bilhões. O presidente da Associação Nacional dos Governadores, Ed Rendell, afirmou que os Estados vão pressionar também por uma ajuda de US$ 136 milhões em projetos de infra-estrutura, como pontes e vias.

"Vamos conversar sobre elementos do plano de estímulo americano", afirmou o governador de Massachusetts, Deval Patrick, democrata que tem relação próxima a Obama. Para os Estados, a recessão significou queda grande na arrecadação, que levou 43 dos 50 a registrarem déficits. Desde então governadores foram forçados a cortar serviços e demitir funcionários.

"Sem ajuda federal, teremos que continuar a cortar gastos e aumentar impostos, ações que vão deteriorar ainda mais a economia dos nossos Estados", afirmou Rendell. Segundo o governador, projetos de infra-estrutura no valor de US$ 136 bilhões estão "prontos para serem colocados em prática".

Projeto aprovado

A presidente da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, afirmou ontem que o Congresso tentará aprovar um ambicioso plano de estímulo econômico antes da posse de Barack Obama, em 20 de janeiro."Queríamos tê-lo pronto para o presidente eleito. Acho que estaremos alcançando algum acordo hoje", disse Pelosi em entrevista aos jornalistas antes de se reunir com os governadores da Pensilvânia e de Vermont.

O plano de estímulo econômico, que é a máxima prioridade legislativa de Obama em seus primeiros cem dias de governo, poderia ser aprovado pelo Congresso após a retomada das sessões, em 6 de janeiro de 2009.

A proposta incluiria cortes de impostos, medidas para a criação de empregos, um investimento maior em infra-estrutura, mais aplicações de recursos em fontes de energia renovável e ajudas aos governos estaduais. Pelosi não deu detalhes sobre o custo ou conteúdo do plano, mas várias fontes legislativas disseram à imprensa nas últimas semanas que poderia chegar a US$ 500 bilhões.

A presidente da Câmara se reuniu ontem com o governador democrata da Pensilvânia, Ed Rendell, e com o de Vermont, o republicano Jim Douglas, presidente e vice-presidente, respectivamente, da Associação Nacional de Governadores.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
Presidente Obama nos dá uma lição de como um Estadista deve tratar o desenvolvimento de uma nação: com justiça social. Sem acesso à saúde garantido pelo Estado não se pode marchar rumo à consolidação de uma nação de forma sustentável. Com esta atitude o Predidente Obama abre mão de uma boa parte de sua popularidade, considerando que ele intefere num mercado (o da prestação de serviços de saúde) extremamente fisiológico, influente economicamente e com grande poder político. Os resultados virão, não tão rápido, mas as gerações porvindouras terão o que comemorar... sem opinião
avalie fechar
J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
As mortes causadas pelas campanhas dos USA pelo mundo dá para encher milhares de torres gêmeas e wordtradecenters. Na guerra nuclear não haverá vencedores, nem mesmo o poderoso USA sobrará, é a eutanásia da humanidade doente! sem opinião
avalie fechar
Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
A questão não é o fato do Obama defender o seu país e sim, dar continuidade a uma política de intervenção no país alheio, o que não é nada democrático, logo eles que "prezam" tanto pela democracia. Por qual motivo? Eu também lamento o atentado ocorrido no 11 de setembro, porém, acredito que isso não justifica a invasão estadunidense. Assim como no World Trade Center, no Afeganistão havia e ainda há muitos civis inocentes, sendo eles também vítimas das atrocidades cometidas por ambas as partes. O atentado terrorista provavelmente ainda servirá por muito tempo para justificar uma invasão que não tem justificativa para aqueles que se tornaram vítimas do horror da guerra. 5 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (1522)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca