Mundo
02/12/2008 - 17h25

Obama se reúne com governadores para discutir crise econômica

Publicidade

STEPHEN COLLINSON
da France Press

Governadores de mais de 40 Estados americanos com problemas financeiros se reuniram nesta terça-feira com o presidente eleito, Barack Obama, com o objetivo de pressionar por um pedaço de seu alardeado plano bilionário de reativação econômica.

Jeff Haynes/Reuters
Obama cumprimenta o governador de Kentucky, Steve Beshear, depois de reunião
Obama cumprimenta o governador de Kentucky, Steve Beshear, depois de reunião

Obama, que deixa Chicago pela segunda vez desde a vitória nas eleições de novembro, conversou com governantes de Estados apavorados com a destrutiva previsão de um déficit orçamentário em suas economias da ordem de US$ 200 bilhões de dólares, antevendo uma catástrofe fiscal se nada for feito.

"Para solucionar esta crise e aliviar a carga de nossos Estados, vamos precisar de ações concretas imediatamente", disse o presidente eleito aos governadores no Independence Hall, no Estado da Filadélfia, berço da nação americana.

"Isso significa aprovar um plano de recuperação econômica, tanto para Wall Street como para a economia real", disse, ao prometer reacender a economia com a criação de 2,5 milhões de empregos e a concessão de impostos para a classe média.

"A mudança não virá apenas de Washington, virá de todos vocês", disse Obama, ao oferecer aos governadores reunidos uma parceria. O apelo por bilhões de dólares dos contribuintes acontece em meio a alarmantes previsões de que os governos estaduais, assustados pela forte contração do crédito em conseqüência da crise financeira, precisarão cortar fundo no orçamento dos serviços sociais.

Na segunda-feira, o governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger fez um alerta de que o Estado que administra --que seria a sexta maior economia do mundo caso fosse separado dos Estados Unidos-- seguiria "na direção a um desastre fiscal" na ausência de ações imediatas.

Os governadores afirmam serem vítimas da recessão --oficialmente confirmada na segunda-feira, quando eles ainda se recuperavam de um duro golpe: a queda na arrecadação.

Eles lançaram um alerta, indicando que seria necessário optar por um desses caminhos: cortar gastos com os serviços sociais --como a saúde e a educação pública- ou aumentar impostos.

A governadora do Alasca e ex-candidata à vice-presidência da chapa republicana, Sarah Palin, participou da reunião. Durante a campanha, a republicana acusou Barack Obama de ser condescendente com os terroristas. "Ofereço a você a mesma mão amiga e o mesmo comprometimento na parceria que ofereço a meus colegas democratas", disse Obama a Palin.

O governador da Pensilvânia, Ed Rendell, presidente da Associação Nacional de Governadores (NGA, na sigla em inglês), afirmou que o governo poderia canalizar bilhões de dólares do plano de incentivo econômico para iniciar projetos de iinfra-estruturapara estimular a economia.

Argumentando que alguns Estados estabeleceram políticas fiscais mais prudentes que as companhias falidas de Wall Street --acusadas de ter iniciado a crise-- Rendell rejeitou afirmações da imprensa de que os governadores estariam "pedindo esmolas".

"Este definitivamente não é o motivo pelo qual estamos aqui", declarou. Obama e a bancada democrata no Congresso defendem a aprovação, o mais rápido possível, de um grande plano de estímulo econômico, que teria entre seus objetivos criar 2,5 milhões de empregos. Alguns analistas acreditam que o valor do pacote pode chegar a 700 bilhões de dólares.

Na segunda-feira, Rendell disse em Washington que os governadores têm em suas gavetas projetos de iinfra-estrutura--como a construção de estradas e a reforma de pontes-- no valor de US$ 136 bilhões, que daria emprego às pessoas de forma imediata, além de impulsionar o PIB americano.

O governador de Vermont, Jim Douglas, indicou por sua vez que os Estados já haviam realizado cortes nos serviços sociais, mas precisavam dar um jeito de preservar o sistema de previdência social para ajudar cidadãos que tiveram suas finanças gravemente afetadas pela recessão.

"A desaceleração da economia está gerando cada vez mais desemprego, aumentando a procura por serviços públicos e reduzindo significativamente a arrecadação dos Estados", afirmou.

"Os Estados não estão vindo a Washington com a mão estendida. Estamos agindo a nível estadual para diminuir nossos gastos e viver dentro de nossos recursos", disse o governador.
Segundo dados da NGA, 20 Estados americanos já realizaram cortes orçamentários no ano fiscal de 2009 no valor de US$ 7,6 bilhões de dólares.

Comentários dos leitores
eduardo de souza (482) 24/11/2009 16h24
eduardo de souza (482) 24/11/2009 16h24
Obama... Obama, tá ficando dificel manter as aprarências. Você é "soldadinho de chumbo" dos donos dos Eua.
Sua decisão será aquela que ter mandarem falar.
Bom, pelo menos ganha bem e tem status, rs.
Prá quem gosta é parato cheio.
sem opinião
avalie fechar
Gedeão Barros (80) 22/11/2009 22h56
Gedeão Barros (80) 22/11/2009 22h56
PARTE 2
Resposta ao Sr. Oliver Oak, vulgo "Hugo Chavez".
Portanto, para ficar bem claro, como eu estava dizendo, a palavra hebraica "goy" não possui sentido pejorativo. É como se nós, brasileiros, nos referíssemos a qualquer cidadão de outro país com a palavra "estrangeiro". Isso não é discriminação.
Já para a maçonaria, por exemplo, quem não é maçon, é chamado de profano. Esta sim, é uma palavra de sentido pejorativo. Mas, nem por isso, os maçons desenvolveram ódio aos profanos. Ao contrário. Todos eles foram profanos, antes de se tornarem maçons.
Nos próximos posts comentarei sobre os judeus se "esconderem" atrás de religião e sobre os autores NOAM CHOMSKI e NORMAN FILKENSTEIN, suspeitos de portarem o Transtorno Bipolar do Humor, antigamente denominado de psicose maníaco-depressiva. Também falarei do inexpressivo grupo ultra-radical NETUREI KARTA, um pequeno bando de doidos varridos que apóiam as atrocidades de Adolph Hitler. Esses judeus ultra-ortodoxos, que em mais de 100 anos de existência não passam de 5 mil membros, são contra a criação do Estado de Israel pelos homens. Eles querem que os judeus aguardem a vinda do Messias, para que este, em nome de Deus, crie o Estado de Israel. Mas, esse bando mora em Jerusalém. Por aí, caros leitores, vocês podem ver que o Sr. "Hugo Chavez" tem um universo bem limitado de leitura. Ele precisa ampliar seus horizontes, senão fica refém dos autores que ele citou.
Ao Sr. Alan Williamson, envio meus parabéns.
Até logo, Sr. Oliver.
23 opiniões
avalie fechar
Gedeão Barros (80) 22/11/2009 22h33
Gedeão Barros (80) 22/11/2009 22h33
Achei você, Oliver Oak, vulgo "HUGO CHAVEZ". Que feiúra, Sr. Oliver, este fórum é sobre OBAMA e o Sr. descamba o assunto para demonstrar o seu ódio contra os judeus? Em todos os assuntos, o Sr. dá um jeito de enfiar Israel no meio? Virou obsessão, idéia fixa, doentia. Os seus comentários são realmente muito claros e definidos: demonstram que o Sr. é anti-semita e age tal e qual os neo-nazistas, embora ache esses termos "velhas balelas". Ora, quem é radicalmente contra SIONISMO é anti-semita. Alguma dúvida?
A palavra hebraica "goy" (plural goyim) em momento algum é utilizada em sentido pejorativo, como constou erradamente na wikipédia. Goy significa povo. Com o passar dos tempos, dentro do exílio, os judeus fizeram uso da palavra para identificar um não-judeu. Porém pelo mesmo sentido da palavra, todo judeu fora da Terra de Israel é goy também. A própria Torá friza por diversas vezes: "Fostes estrangeiro no Egito". É importante notar que a idéia do respeito pelos outros, e os valores de uma sociedade pluralista, formam uma parte antiga e integrante do Judaísmo e da tradição judaica. Os rabinos ensinaram que todos os homens são iguais aos olhos de Deus - se eles cumprem a vontade de Deus. O Talmud diz: "Seja judeu ou gentio, homem ou mulher, rico ou pobre - é de acordo com as ações do homem que a Presença Divina paira sobre ele." Portanto, para ficar bem claro, é como se nós, brasileiros, nos referíssemos a qualquer cidadão de outro país com a palavra "estrangeiro".
SEGUE ...
4 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (1610)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca