Opositor critica projeto de reeleição e diz que Venezuela "não quer um rei"
da Folha Online
O líder da oposição da Venezuela, Manuel Rosales, disse nesta terça-feira que o país "não quer um rei", em referência à emenda constitucional novamente impulsionada pelo presidente Hugo Chávez para criar a reeleição ilimitada.
"O povo não quer um rei, não quer um homem coroado como rei, quer alternância no poder, quer que lhe seja dada a oportunidade de escolher a sua Presidência", afirmou Rosales, recém eleito prefeito de Maracaibo, capital do Estado de Zulia.
Rosales fez essas declarações perante a imprensa em referência a Chávez, que ordenou a seus seguidores que se mobilizem imediatamente para ativar uma emenda constitucional que permita a reeleição presidencial ilimitada para que ele possa se candidatar às eleições presidenciais de dezembro de 2012.
A emenda pode ser submetida a consulta popular em fevereiro próximo.
| Francisco Batista/Efe |
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| Hugo Chávez, deve tentar novamente criar emenda na Constituição da Venezuela que permita a reeleição presidencial ilimitada |
"É um insulto para as pessoas a realização de uma nova campanha eleitoral. A coletividade está cheia de tantos problemas", disse Rosales em entrevista a rádio local, Unión Radio, de Caracas.
Até a semana passada, o governador de Zulia e agora prefeito de Maracaibo, pediu à oposição para "não fazer o jogo" de Chávez e "construir um discurso alternativo" que ofereça "respostas aos problemas da população".
Ontem, o presidente venezuelano ordenou aos simpatizantes do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela), do qual é líder, a começar nova campanha para conseguir a emenda constitucional.
Com o pedido, Chávez quebrou a promessa de que respeitaria o resultado do referendo de dezembro do ano passado, quando sua proposta de reforma constitucional --que incluía a possibilidade de uma nova reeleição- foi rejeitada pela maioria da população.
Chávez já foi reeleito no período permitido pela atual Constituição. Dessa forma, caso não se aprova uma reforma do texto, o presidente precisará deixar o cargo quando terminar seu atual mandato, em janeiro de 2013.
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