Condoleezza Rice visita Índia após atentados de Mumbai
da Efe, em Nova Déli
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, desembarcou nesta quarta-feira na Índia durante uma visita de apoio após os atentados terroristas que mataram 172 pessoas na semana passada, em Mumbai. A viagem faz parte dos esforços para evitar a escalada da tensão entre os vizinhos Índia e Paquistão.
A americana deve se encontrar hoje com o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, e com o chefe das Relações Exteriores, Pranab Mukherjee. Ela também poderia se reunir com o novo ministro do Interior, P. Chidambaram, e com o Conselheiro de Segurança Nacional, M. K. Narayanan.
A visita de Rice à Índia foi proposta pelo presidente George W. Bush durante uma conversa com o premiê, para quem expressou o compromisso dos Estados Unidos com os indianos para trabalhar contra o "extremismo", segundo o comunicado.
O governo da Índia negou nesta terça-feira que estude uma ação militar contra o Paquistão em resposta aos ataques, mas exigiu uma demonstração de que o governo paquistanês está disposto a ajudar nas investigações sobre o grupo de radicais islâmicos Mujahedin de Deccan (Deccan é um planalto no sul da Índia) --os principais acusados pelo atentado.
A Índia atribuiu parte dos atentados também a um grupo que luta pela anexação da Caxemira ao Paquistão, o Lashkar-e-Taiba, que tem sua base em território paquistanês.
O governo indiano pede que o Paquistão extradite de cerca de 20 supostos terroristas, entre eles o chefe do Lashkar-e-Taiba, o grupo com base no Paquistão ao qual a Índia acusou pelo massacre em Mumbai.
Após o pedido indiano, o governo paquistanês ofereceu a criação de uma comissão conjunta para investigar os atentados, enquanto cobrou união a todos os partidos do país, que garantiram apoio na "defesa dos interesses de segurança do Paquistão".
O chanceler do Paquistão, Shah Mehmood Qureshi, reiterou a intenção de seu governo de cooperar com a Índia para "levar à Justiça os que perpetraram esse atroz ato terrorista" em Mumbai. Os ataques da semana passada foram lançados simultaneamente contra vários locais de Mumbai, incluindo dois hotéis de luxo, a principal estação de trem, um hospital, um centro judaico e um restaurante freqüentado por estrangeiros.
Três dias após os atentados, o governo indiano chegou a informar a morte de 195 pessoas. No entanto, o número acabou revisado para baixo --ao menos 172, sendo 28 estrangeiros--, devido a informações repetidas fornecidas por hospitais.
Com agências internacionais
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