Governo aceita renúncia de governador na Índia
da France Press
O Partido do Congresso, que governa a Índia, aceitou nesta quarta-feira a renúncia do governador do Estado de Maharashtra, Vilasrao Deshmukh, que tinha apresentado o pedido na última segunda-feira após os ataques terroristas contra Mumbai, a capital estadual e a principal sede financeira do país.
| Saurabh Das/AP |
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| Centenas de pessoas rezaram hoje, nos arredores do hotel Taj Mahal, pelas vítimas dos atentados em Mumbai |
Nos atentados da última quarta-feira (26), 172 pessoas morreram e cerca de 300 ficaram feridas. O grupo desconhecido Mujahedin de Deccan --que assumiu a autoria dos ataques-- atingiram vários pontos de concentração de turistas ocidentais na cidade, como os hotéis de luxo Oberoi Trident e Taj Mahal, o centro judaico Chabad, uma estação de trem e um hospital.
Três dias após os atentados, o governo indiano chegou a informar a morte de 195 pessoas. No entanto, o número acabou revisado para baixo --ao menos 172, sendo 28 estrangeiros--, devido a informações repetidas fornecidas por hospitais.
Ainda não foi revelado quem sucederá Deshmukh, já que um dos motivos da demora do Partido do Congresso para aceitar a renúncia é a de não conseguia achar uma figura adequada ao cargo.
Dois membros da direção do Partido do Congresso viajarão nesta quinta-feira a Mumbai para avaliar a situação e decidir o substituto do ex-líder. Deshmukh foi alvo de uma polêmica por ter ido ao hotel Taj Mahal, um dos pontos atacados pelos terroristas, em companhia do diretor de cinema Ram Gopal Verma e de seu filho, dois dias após o fim dos ataques, que deixaram 188 mortos.
Em um protesto realizado hoje nos limites do Taj Mahal, cidadãos mostravam cartazes que condenavam a atitude de Deshmukh. O anúncio de renúncia de Deshmukh aconteceu ao mesmo tempo que o do vice-primeiro-ministro, R.R. Patil, que disse sentir-se "responsável" pelo massacre terrorista.
No entanto, a primeira vítima política dos atentados foi o ministro de Interior indiano, Shivraj Patil, que abandonou o cargo no dia seguinte ao fim das operações das forças de segurança contra o comando terrorista.
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