Mundo
03/12/2008 - 17h36

Governo aceita renúncia de governador na Índia

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da France Press

O Partido do Congresso, que governa a Índia, aceitou nesta quarta-feira a renúncia do governador do Estado de Maharashtra, Vilasrao Deshmukh, que tinha apresentado o pedido na última segunda-feira após os ataques terroristas contra Mumbai, a capital estadual e a principal sede financeira do país.

Saurabh Das/AP
Centenas de pessoas rezaram hoje, nos arredores do hotel Taj Mahal, pelas vítimas dos atentados em Mumbai
Centenas de pessoas rezaram hoje, nos arredores do hotel Taj Mahal, pelas vítimas dos atentados em Mumbai

Nos atentados da última quarta-feira (26), 172 pessoas morreram e cerca de 300 ficaram feridas. O grupo desconhecido Mujahedin de Deccan --que assumiu a autoria dos ataques-- atingiram vários pontos de concentração de turistas ocidentais na cidade, como os hotéis de luxo Oberoi Trident e Taj Mahal, o centro judaico Chabad, uma estação de trem e um hospital.

Três dias após os atentados, o governo indiano chegou a informar a morte de 195 pessoas. No entanto, o número acabou revisado para baixo --ao menos 172, sendo 28 estrangeiros--, devido a informações repetidas fornecidas por hospitais.

Ainda não foi revelado quem sucederá Deshmukh, já que um dos motivos da demora do Partido do Congresso para aceitar a renúncia é a de não conseguia achar uma figura adequada ao cargo.

Dois membros da direção do Partido do Congresso viajarão nesta quinta-feira a Mumbai para avaliar a situação e decidir o substituto do ex-líder. Deshmukh foi alvo de uma polêmica por ter ido ao hotel Taj Mahal, um dos pontos atacados pelos terroristas, em companhia do diretor de cinema Ram Gopal Verma e de seu filho, dois dias após o fim dos ataques, que deixaram 188 mortos.

Em um protesto realizado hoje nos limites do Taj Mahal, cidadãos mostravam cartazes que condenavam a atitude de Deshmukh. O anúncio de renúncia de Deshmukh aconteceu ao mesmo tempo que o do vice-primeiro-ministro, R.R. Patil, que disse sentir-se "responsável" pelo massacre terrorista.

No entanto, a primeira vítima política dos atentados foi o ministro de Interior indiano, Shivraj Patil, que abandonou o cargo no dia seguinte ao fim das operações das forças de segurança contra o comando terrorista.

 

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