Briga entre sindicalistas deixa um morto e 15 feridos na Argentina
da France Press
Um sindicalista morreu e 15 foram feridos durante uma briga entre militantes do sindicato CTA (Central dos Trabalhadores Argentinos) e um grupo de peronistas da CGT (Confederação Geral do Trabalho) em Buenos Aires.
"Foi um verdadeiro massacre", disse o secretário-adjunto da CTA, Gustavo Teres. Teres responsabilizou os atos de violência pela condução do sindicato nacional dos trabalhadores da indústria de laticínios, que ingressou recentemente na CGT.
De acordo com relatos, a CTA havia convocado um protesto em frente a sede para repudiar as ameaças de golpistas supostamente ligados a CGT. " Quando as pessoas começaram a se reunir, pelo menos uns 200 manifestantes interromperam e começaram a agredir os sindicalistas com pedaços de pau. A polícia interveio após 45 minutos", disse Barbero.
A CTA é uma organização com tradição na democracia interna que questiona as práticas encabeçadas por Moyano. A entidade minoritária acaba de obter uma abertura na Corte Suprema de Justiça que abriu caminho para ser reconhecida como central nacional. Os sindicalistas são contra o governo da presidente Cristina Kirchner e a CGT.
O episódio se soma a outros casos, entre os trabalhadores petrolíferos e da construção que no mês passado, na Província da Pampa, deixou um morto, um ferido e 14 presos. No ano passado, um trabalhador portuário confessou em Rosário ser autor do assassinato de Abel Beroiz, tesoureiro do sindicato dos caminhoneiros.
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