China diz que reunião entre Sarkozy e dalai-lama afetará relação comercial com a França
da France Presse, em Pequim
A China advertiu nesta quinta-feira que a relação comercial com a França pode ser afetada pelo encontro entre o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e o dalai-lama, líder do budismo tibetano, acusado de separatismo por Pequim. O encontro está marcado para este sábado (6) e deve abordar o pedido dos tibetanos por um novo patamar de negociações com o governo chinês.
"Damos grande importância a nossas relações estratégicas com a França, assim como a nossas relações comerciais com a França. Os dois pontos estão estreitamente relacionados", disse o porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, Liu Jianchao.
"Somente sob a condição de termos boas relações bilaterais podemos criar uma boa atmosfera para nossas relações comerciais", acrescentou.
Em agosto deste ano, Sarkozy foi criticado por organizações de defesa dos direitos humanos por não ter recebido o dalai-lama em sua visita à França, que durou duas semanas. A visita coincidiu com a realização dos Jogos Olímpicos de Pequim e Sarkozy foi criticado por se alinhar com as políticas do governo chinês.
Agora, Sarkozy e o dalai-lama deverão se encontrar na cerimônia do 25º aniversário da atribuição do Prêmio Nobel da Paz ao então líder sindical Lech Walesa, na Polônia.
O dalai-lama vive em exílio. Freqüentemente, a China, que domina o Tibete desde 1959, acusa o dalai-lama de estimular movimentos separatistas da região.
Leia mais
- China protesta contra plano do dalai-lama de visitar Taiwan
- China adia cúpula com UE devido a visita do dalai-lama
- Dalai-lama diz que comunidade tibetana corre perigo
- China anuncia fracasso de discussões sobre o Tibete
- China condena 55 pessoas pelos distúrbios de março no Tibete
Leia Mais
- Deputados argentinos aprovam expropriação da Aerolíneas
- Rice faz visita surpresa ao Paquistão após passagem pela Índia
- Aeroporto tailandês volta a ter decolagens após fim de ocupação
Especial
Livraria

