Mundo
04/12/2008 - 07h36

China diz que reunião entre Sarkozy e dalai-lama afetará relação comercial com a França

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da France Presse, em Pequim

A China advertiu nesta quinta-feira que a relação comercial com a França pode ser afetada pelo encontro entre o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e o dalai-lama, líder do budismo tibetano, acusado de separatismo por Pequim. O encontro está marcado para este sábado (6) e deve abordar o pedido dos tibetanos por um novo patamar de negociações com o governo chinês.

"Damos grande importância a nossas relações estratégicas com a França, assim como a nossas relações comerciais com a França. Os dois pontos estão estreitamente relacionados", disse o porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, Liu Jianchao.

"Somente sob a condição de termos boas relações bilaterais podemos criar uma boa atmosfera para nossas relações comerciais", acrescentou.

Em agosto deste ano, Sarkozy foi criticado por organizações de defesa dos direitos humanos por não ter recebido o dalai-lama em sua visita à França, que durou duas semanas. A visita coincidiu com a realização dos Jogos Olímpicos de Pequim e Sarkozy foi criticado por se alinhar com as políticas do governo chinês.

Agora, Sarkozy e o dalai-lama deverão se encontrar na cerimônia do 25º aniversário da atribuição do Prêmio Nobel da Paz ao então líder sindical Lech Walesa, na Polônia.

O dalai-lama vive em exílio. Freqüentemente, a China, que domina o Tibete desde 1959, acusa o dalai-lama de estimular movimentos separatistas da região.

 

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