Mundo
04/12/2008 - 09h38

Aeroporto de Bancoc vai operar cem vôos nesta quinta-feira

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da France Presse, em Bancoc

Mais de cem aviões devem pousar e decolar, nesta quinta-feira, no aeroporto internacional de Suvarnabhumi, em Bancoc, que opera 700 vôos diários. O funcionamento deve estar totalmente normalizado nesta sexta-feira. Os dois aeroportos da capital ficaram fechados por mais de uma semana por militantes da APD (Aliança do Povo pela Democracia). Mais de 300 mil pessoas ficaram presas na Tailândia.

David Longstreath/AP/30.nov.2008
Manifestantes fecharam por mais de uma semana o aeroporto internacional de Bancoc
Manifestantes fecharam por mais de uma semana o aeroporto internacional de Bancoc

Os protestos foram encerrados nesta terça-feira, depois que o Tribunal Constitucional da Tailândia ordenou a dissolução de três das seis legendas da coalizão de governo, além de inabilitar 109 políticos por fraude eleitoral, entre eles o primeiro-ministro, Somchai Wongsawat.

O aeroporto Suvarnabhumi teve a primeira decolagem nesta quarta-feira (3), apesar de as autoridades anunciarem que os primeiros vôos sairiam na sexta-feira. "Fixamos para sexta-feira, às 11h ( 2h no horário de Brasília), o retorno à normalidade das operações no Suvarnabhumi", declarou uma porta-voz da empresa Aeroportos da Tailândia (AOT).

As conseqüências do bloqueio foram desastrosas para a Tailândia, que tem o turismo como um dos pilares da economia. Os prejuízos estão calculados em bilhões de dólares. A companhia aérea Thai Airways, que prevê perdas de US$ 560 milhões, afirmou que pode entrar com ações judiciais contra os líderes do movimento de protesto para obter uma indenização.

Segundo a imprensa, cerca de mil vôos da Thai Airways devem ser cancelados. Além disso, hotéis da capital decidiram reduzir as tarifas para os passageiros à espera de um vôo, em uma tentativa de recuperar parte dos recursos perdidos.

Protestos

Os opositores monárquicos da APD encerraram a ocupação dos aeroportos na terça-feira, após a ordem de dissolução do partido governista emitida pelo Tribunal Constitucional, que também afastou por cinco anos da vida política o primeiro-ministro Somchai Wongsawat, por fraude eleitoral.

Mas a crise política parece longe de ter terminado. Na próxima semana, os partidários do governo podem conseguir a eleição no Parlamento de um sucessor de Somchai. O APD já advertiu que não aceitará a nomeação de uma pessoa ligada a Somchai e sobretudo a Thaksin Shinawatra, ex-chefe de Governo tailandês exilado após ter sido derrubado pelo Exército em 2006 e condenado em seu país por corrupção.

Ausência

O rei da Tailândia, Bhumibol Adulyadej, ao contrário do que se esperava, não vai se pronunciar à nação nesta quinta-feira. O príncipe herdeiro, que falará em seu lugar, alegou que a saúde do rei está debilitada.

Em 1992, durante uma revolta, o rei, muito respeitado no país, teve participação decisiva na solução do conflito entre militares e manifestantes. Adulyadej discursou diante de centenas de pessoas e pediu o fim dos protestos. O primeiro-ministro da época, surgido de um golpe de Estado, pediu demissão e os distúrbios acabaram.

 

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