Aeroporto de Bancoc vai operar cem vôos nesta quinta-feira
da France Presse, em Bancoc
Mais de cem aviões devem pousar e decolar, nesta quinta-feira, no aeroporto internacional de Suvarnabhumi, em Bancoc, que opera 700 vôos diários. O funcionamento deve estar totalmente normalizado nesta sexta-feira. Os dois aeroportos da capital ficaram fechados por mais de uma semana por militantes da APD (Aliança do Povo pela Democracia). Mais de 300 mil pessoas ficaram presas na Tailândia.
| David Longstreath/AP/30.nov.2008 |
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| Manifestantes fecharam por mais de uma semana o aeroporto internacional de Bancoc |
Os protestos foram encerrados nesta terça-feira, depois que o Tribunal Constitucional da Tailândia ordenou a dissolução de três das seis legendas da coalizão de governo, além de inabilitar 109 políticos por fraude eleitoral, entre eles o primeiro-ministro, Somchai Wongsawat.
O aeroporto Suvarnabhumi teve a primeira decolagem nesta quarta-feira (3), apesar de as autoridades anunciarem que os primeiros vôos sairiam na sexta-feira. "Fixamos para sexta-feira, às 11h ( 2h no horário de Brasília), o retorno à normalidade das operações no Suvarnabhumi", declarou uma porta-voz da empresa Aeroportos da Tailândia (AOT).
As conseqüências do bloqueio foram desastrosas para a Tailândia, que tem o turismo como um dos pilares da economia. Os prejuízos estão calculados em bilhões de dólares. A companhia aérea Thai Airways, que prevê perdas de US$ 560 milhões, afirmou que pode entrar com ações judiciais contra os líderes do movimento de protesto para obter uma indenização.
Segundo a imprensa, cerca de mil vôos da Thai Airways devem ser cancelados. Além disso, hotéis da capital decidiram reduzir as tarifas para os passageiros à espera de um vôo, em uma tentativa de recuperar parte dos recursos perdidos.
Protestos
Os opositores monárquicos da APD encerraram a ocupação dos aeroportos na terça-feira, após a ordem de dissolução do partido governista emitida pelo Tribunal Constitucional, que também afastou por cinco anos da vida política o primeiro-ministro Somchai Wongsawat, por fraude eleitoral.
Mas a crise política parece longe de ter terminado. Na próxima semana, os partidários do governo podem conseguir a eleição no Parlamento de um sucessor de Somchai. O APD já advertiu que não aceitará a nomeação de uma pessoa ligada a Somchai e sobretudo a Thaksin Shinawatra, ex-chefe de Governo tailandês exilado após ter sido derrubado pelo Exército em 2006 e condenado em seu país por corrupção.
Ausência
O rei da Tailândia, Bhumibol Adulyadej, ao contrário do que se esperava, não vai se pronunciar à nação nesta quinta-feira. O príncipe herdeiro, que falará em seu lugar, alegou que a saúde do rei está debilitada.
Em 1992, durante uma revolta, o rei, muito respeitado no país, teve participação decisiva na solução do conflito entre militares e manifestantes. Adulyadej discursou diante de centenas de pessoas e pediu o fim dos protestos. O primeiro-ministro da época, surgido de um golpe de Estado, pediu demissão e os distúrbios acabaram.
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