Mundo
04/12/2008 - 12h09

Americana que perdeu parentes em ataques na Índia diz que perdoa terroristas

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colaboração para a Folha Online

A americana Kia Scherr, que teve o marido e a filha assassinados nos atentados em Mumbai, na Índia, no último dia 26, disse que perdoa os terroristas. A declaração foi dada nesta quinta-feira pela rede de TV americana CNN. Nos ataques, 172 pessoas morreram e cerca de 300 foram feridos.

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"Nós precisamos mandar para eles [terroristas] o nosso amor, o perdão e compaixão", afirmou Kia que citou Jesus Cristo para expressar a tristeza. "Cristo já dizia: perdoe, eles não sabem o que fazem".

Saurabh Das/AP
Mulher vende balões em frente ao hotel Taj Mahal, um dos locais atingidos nos atentados que mataram 195 pessoas em Mumbai
Mulher vende balões em frente ao hotel Taj Mahal, um dos locais atingidos nos atentados que mataram 195 pessoas em Mumbai

Nos ataques, terroristas do grupo Mujahedin de Deccan --grupo desconhecido que assumiu a autoria dos atentados-- atingiram diversos pontos de concentração de turistas ocidentais. Os hotéis Taj Mahal e Oberoi Trident, além do aeroporto internacional, foram alguns alvos.

Explosões também foram registradas em outros pontos, como a estação de trem Chhatrapati Shivaji, uma das mais movimentadas da Índia, um cinema, delegacias, um hospital que atendia feridos nos ataques e o popular Café Leopoldo, muito freqüentado por turistas e gente de Bollywoody, a indústria cinematográfica indiana.

De acordo com o relato divulgado pela emissora, a mulher disse que os terroristas são "ignorantes e que estão encobertos por revolta e medo". "Nós precisamos mostrar que o amor é possível e que ele é capaz de vencer o medo. Essa é a minha escolha", disse a americana.

O marido Alan Scherr, 58, e a filha, Naomi Scherr, 13, estavam no grupo de 25 pessoas que viajaram para a Índia para um retiro de meditação espiritual. Autoridades disseram que o pai e a filha foram encontrados mortos em um restaurante do hotel Oberoi Tridente, onde o grupo estava hospedado.

Kia Scherr, que não estava na viagem, disse que está enfrentando "uma profunda tristeza e dor". O fundador do grupo de meditação, Charles Cannon, que estava com o marido de Kia nos ataques-- no hotel Oberoi Trident-- afirmou que Alan estava discutindo o próximo dia de atividades para o grupo quando foi baleado.

Três dias após os atentados, o governo indiano chegou a informar a morte de 195 pessoas. No entanto, o número acabou revisado para baixo --ao menos 172, sendo 28 estrangeiros--, devido a informações repetidas fornecidas por hospitais.

 

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