Mundo
05/12/2008 - 08h30

Em artigo, Fidel elogia Obama mas critica escolhas de Hillary e Gates

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colaboração para a Folha Online

Em artigo publicado nesta quinta-feira, o ex-ditador cubano Fidel Castro elogiou o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, e afirmou que pode se reunir com o futuro ocupante da Casa Branca "onde ele quiser". "Com Obama posso me encontrar onde ele desejar, já que não somos defensores da guerra, nem da violência", afirmou.

AP/17.jun.2008
Em artigo, ex-ditador cubano, Fidel Castro, elogia Barack Obama mas questiona escolhas de Hillary Clinton e Robert Gates
Em artigo, ex-ditador cubano, Fidel Castro, elogia Barack Obama mas questiona escolhas de Hillary Clinton e Robert Gates

Apesar de se mostrar aberto a conversas com Obama, Fidel Castro, que se afastou do poder em 2006 por motivos de saúde, criticou as escolhas de Hillary Clinton para a cargo de secretária de Estado e a manutenção do secretário de Defesa do governo Bush, Robert Gates, no posto.

O ex-ditador disse que Hillary "foi rival do presidente eleito e esposa do presidente Clinton, que sancionou as leis extraordinárias Torricelli e Helms Burton contra Cuba". Segundo ele, a futura secretária de Estado é favorável ao embargo econômico contra a ilha. "Durante a disputa pela nomeação do partido democrata, ela se comprometeu com as leis do embargo e bloqueio econômico. Não me queixo, simplesmente só faço constar", afirmou.

Quanto a Gates, Fidel disse que chama a atenção o fato do secretário de Defesa ser republicano e não democrata. "Ele é a única pessoa que já ocupou cargos de secretário de Defesa e diretor da Agência Nacional de Inteligência em governos de ambos os partidos".

Diálogo

Fidel afirmou que, durante a campanha americana que culminou com a vitória de Obama, em 4 de novembro, não deixou "de ser amável com o candidato democrata, em quem via muito mais capacidade e domínio da arte da política que nos adversários, não só no partido oposto, mas também no seu".

No entanto, considerou que "sem a crise econômica, sem a televisão e sem a internet, Obama não ganharia as eleições vencendo o onipotente racismo".

"Sua vitória também não aconteceria sem os estudos que realizou primeiro na Universidade da Columbia, onde se graduou em Ciências Políticas, e depois na de Harvard, onde obteve o título de Direito, o que lhe permitiu se transformar em um homem da classe 'modestamente rica', com apenas alguns vários milhões de dólares", disse.

Com Efe

Comentários dos leitores
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
Presidente Obama nos dá uma lição de como um Estadista deve tratar o desenvolvimento de uma nação: com justiça social. Sem acesso à saúde garantido pelo Estado não se pode marchar rumo à consolidação de uma nação de forma sustentável. Com esta atitude o Predidente Obama abre mão de uma boa parte de sua popularidade, considerando que ele intefere num mercado (o da prestação de serviços de saúde) extremamente fisiológico, influente economicamente e com grande poder político. Os resultados virão, não tão rápido, mas as gerações porvindouras terão o que comemorar... sem opinião
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J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
As mortes causadas pelas campanhas dos USA pelo mundo dá para encher milhares de torres gêmeas e wordtradecenters. Na guerra nuclear não haverá vencedores, nem mesmo o poderoso USA sobrará, é a eutanásia da humanidade doente! sem opinião
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Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
A questão não é o fato do Obama defender o seu país e sim, dar continuidade a uma política de intervenção no país alheio, o que não é nada democrático, logo eles que "prezam" tanto pela democracia. Por qual motivo? Eu também lamento o atentado ocorrido no 11 de setembro, porém, acredito que isso não justifica a invasão estadunidense. Assim como no World Trade Center, no Afeganistão havia e ainda há muitos civis inocentes, sendo eles também vítimas das atrocidades cometidas por ambas as partes. O atentado terrorista provavelmente ainda servirá por muito tempo para justificar uma invasão que não tem justificativa para aqueles que se tornaram vítimas do horror da guerra. 5 opiniões
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