Filho de Uribe diz que teve "pequena relação" com empresa de "pirâmide"
da Efe, em Bogotá
Um dos dois filhos do presidente colombiano, Álvaro Uribe, reconheceu que teve uma "pequena relação" comercial com uma empresa do Grupo DMG, de David Murcia Guzmán, que sofreu recentemente intervenção do governo devido ao escândalo das "pirâmides", segundo publica nesta sexta-feira a revista "Cambio". Múrcia Guzmán foi detido em 19 de novembro passado na localidade panamenha de Campana e deportado para a Colômbia.
"A 'Cambio' fez contato telefônico com Jerónimo Uribe, que assumiu ter tido uma pequena relação comercial com (Daniel) Ángel", um dos diretores da DMG, atualmente detido, diz a revista.
A "pequena relação" de Jerónimo Uribe com a DMG data de finais de 2006, quando foi lançado em Santa Marta, no norte colombiano, o canal de televisão Body Chanel, de propriedade de Múrcia Guzmán e de seu conglomerado.
O filho do presidente admitiu que para o lançamento desse canal enviou alguns presentes de sua empresa para que algumas modelos os usassem em um desfile de apresentação do Body Chanel. Álvaro Uribe negou, em novembro, que seus filhos, Tomás e Jerónimo, tivessem qualquer relação com a DMG.
A revelação da "Cambio" acontece no momento em que a intervenção da DMG e o fim de dezenas de "pirâmides financeiras" em distintas regiões colombianas geraram distúrbios nas ruas, em protestos feitos por milhares de pessoas enganadas, principalmente investidores de baixa renda. As empresas, que ofereciam retorno financeiro de até 300% para aplicadores, fecharam as portas, sem aviso anterior, no início de novembro.
O presidente Uribe declarou, em 17 de novembro, estado de emergência social para fazer frente à crise gerada pelo fim das "pirâmides" e a intervenção da DMG.
O número de afetados pela crise das pirâmides e as somas em dinheiro perdidas ainda não foram estimados oficialmente pelas autoridades, mas se estima que as operações tenham envolvido cerca de R$ 2 bilhões em toda a Colômbia.
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