França começa a julgar 11 acusados de fazer parte do ETA
da Efe, em Paris
O Tribunal Especial Criminal de Paris começou a julgar 11 acusados de fazer parte da organização terrorista e separatista ETA. Entre eles, Félix Ignácio Espalhe Luri, apontado como o chefe do grupo.
O julgamento vai considerar o período em que Luri assumiu o comando da estrutura logística do ETA até sua detenção, em setembro de 2001. Já condenado na França a 17 anos de prisão, em novembro de 2006, Luri é o único dos 11 que responderá por extorsão, por cobrar o chamado "imposto revolucionário" --pagamento forçado de dinheiro ao ETA-- de empresários.
Todos os 11 respondem por integrar organização terrorista, porte ilegal de armas e explosivos, receptação de carros roubados e uso de documentação falsa, entre outras acusações. Todas com o agravante de serem cometidos com fins terroristas.
O ponto de partida para desmantelar a esta estrutura foi a prisão, na França, em 22 de janeiro de 2003, da mulher e mais próxima colaboradora de Luri, Laurence Guimon. Com ela estava outro integrante do grupo, Ismael Berasategui, numa casa de campo perto da fronteira com a Espanha.
Lá, foi encontrada documentação interna da organização terrorista e a contabilidade de Luri da estrutura logística, elementos que contribuíram para desmantelar três de suas células.
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