Mundo
10/12/2008 - 10h42

Ativistas dos Direitos Humanos vêem mudanças no governo Obama

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colaboração para a Folha Online

Ativistas dos direitos humanos que se reuniram em Atlanta esta semana têm esperanças de mudanças no governo do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, após oito anos de gestão Bush.

No entanto, durante o encontro internacional realizado na cidade, os militantes concordaram que Obama, sozinho, não poderá mudar o cenário internacional e implantar as políticas que o mundo precisa.

Pavel Wolberg/Efe/21.mar.08
Jimmy Carter pede que ativistas apóiem Obama mas alerta que o futuro presidente não poderá resolver os problemas sozinho
Jimmy Carter pede que ativistas apóiem Obama mas alerta que o futuro presidente não poderá resolver os problemas sozinho

"Não podemos colocar toda essa responsabilidade no novo presidente", disse o ex-presidente Jimmy Carter, ao fim do encontro, que reuniu representantes de vários países, como Afeganistão e Zimbábue, além de grupos como Anistia Internacional e Human Rights Watch.

"Não importa o quanto ele [Obama] está motivado, sempre haverá uma oposição", disse Carter, lembrando que as políticas de Bush, ao mesmo tempo que eram condenadas, contavam com o apoio de muitos americanos.

Carter lembrou que o Congresso votou a favor da abolição do habeas corpus para os acusados de terrorismo, instrumento com o qual poderiam contestar o fato de estarem detidos.

A decisão foi revertida pela Suprema Corte americana. Na época, durante dois dias, se discutiu a conduta do Congresso, que desconsiderou os direitos dos cidadãos, garantidos pela Constituição americana em prol do combate ao terrorismo.

Carter pediu a membros da comunidade internacional defensora dos direitos humanos para apoiar "totalmente" Obama e qualquer mudança que sua administração trouxer. Segundo Larry Cox, diretor executivo da Anistia Internacional, a administração de Bush considerava os direitos humanos como "de interesse especial". Mesmo assim, segundo ele, a atual gestão não deu a devida importância ao assunto. "Não deveria ser "interesse especial" e sim "interesse principal", disse Cox.

Durante a conferência desta semana em Atlanta, os participantes elaboraram uma lista de recomendações para Obama, incluindo a formação de uma comissão bipartidária para analisar métodos de interrogação e práticas usadas contra presos. Os ativistas pedem também o fim da tortura na prisão de Guantánamo, em Cuba, onde estão acusados de terrorismo.

Direitos Humanos

Nesta quarta-feira, a Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 60 anos como um marco internacional de reconhecimento da dignidade do ser humano. A declaração foi assinada em 10 de dezembro de 1948 como uma esperança comum às principais potências mundiais que acabavam de presenciar as atrocidades da Segunda Guerra (1938-1945) e queriam meios de evitar uma nova barbárie.

Entretanto, fora da Assembléia Geral da ONU, os governos falharam em colocar na prática a igualdade proclamada pela declaração. "O que vimos foram algumas conquistas e um grande fracasso dos líderes mundiais na defesa dos direitos humanos. A injustiça, desigualdade e impunidade que inspiraram o texto continuam como a marca do nosso mundo", diz Javier Zuniga, conselheiro especial da Anistia Internacional para Programas Regionais.

A Anistia Internacional é uma das maiores críticas do grande abismo entre o idealismo da declaração e a prática. Em seu relatório anual, a organização aponta que pessoas ainda são mal tratadas ou torturadas em ao menos 81 países; submetidas a julgamentos injustos em ao menos 54; e impedidas de se manifestar livremente em ao menos 77.

O apelo é para que os grandes do cenário internacional --Estados Unidos, União Européia, China e Rússia-- liderarem um esforço de defesa dos direitos humanos e romperem barreiras diplomáticas de assuntos aparentemente "intocáveis", como a prisão americana na base naval de Guantánamo, em Cuba, ou a intolerância russa na Tchetchênia.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
O Pacificador (199) 25/11/2009 17h16
O Pacificador (199) 25/11/2009 17h16
A CARTA DE OBAMA
ao lula...
Alguém acredita de verdade, que "a carta" do Obama, foi algum tipo de "sinal de amizade"?
Que o presidente americano, de alguma forma queria justificar algo ao "amigo"?
Acham?
Deve ser a turma que acredita em Papai-Noel...
Obama na verdade mandou um singelo aviso:
Não estamos gostando do que vocês estão fazendo!!!
Principalmente no caso do apoio ao ditador nuclear iraniano, nem na forçada de barra que foi dada ao esconder o Zelaia n embaixada brasileira em Honduras, quase provocando uma guerra civil.
Parabéns lula e bando de incompetentes!!!
Finalmente mostraram ao mundo quem são de verdade.
E agora receberam o 1º aviso, do tipo:
Estamos de olho em vocês...
sem opinião
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O apoio de Obama para a iniciativa brasileira de dialogar com o Irã é um tapa na cara da imprensa conservadora q tanto criticou a visita. sem opinião
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Hernani Rodrigues (30) 25/11/2009 12h33
Hernani Rodrigues (30) 25/11/2009 12h33
Acho que críticar quem quer que seja pelo que os outros dizem é no mínimo insensato. Sabemos que EUA e Israel tem interesses comum e não reconhecem, muitas vezes, seus próprios erros. Foi uma ótima iniciativa do governo brasileiro conversar com todos os lados e tirar uma decisão soberana, independentemente do que os EUA achem. Mais um ponto na brilhante política internacional do governo brasileiro. 8 opiniões
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J. R. (231) 17/05/2009 23h12
J. R. (231) 17/05/2009 23h12
O Senior que assina em nome do Professor Palmiro Mennucci, presidente do Centro do Professorado Paulista, que morreu às 6 horas, do dia 12/04. Missa de 7a Dia - na Igreja - Santa Terezinha (www.cpp.org.br/cppnew/net_noticias/noticiasConteudo.jsp?idNoticia=471) deveria ter a ombridade de doravante abandonar o pseudônimo do seu antagonista e ficar mais atento. sem opinião
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J. R. (231) 17/05/2009 23h05
J. R. (231) 17/05/2009 23h05
Pobre obama, um olho vivo para a foto publicada e outro com um pedido de socorro para os amigos. Que amigos? Ao prometer fechar o albergue de Guantânamo, paraíso dos sádicos e verdugos do exército americano, teve pela frente a indústria de armamentos e a Cia, duas poderosas instituições americanas depois da American Tobaco. O melhor que pode decidir é não ser martir ou martirizar sua família. Quem melhor do que ninguém para pelo menos frear o frenesi dos torturadores de Guantânamo do que Barack Obama? Temos que ver que um presidente não resolve as coisas na canetada, como se (dizia) por aqui, o buraco é mais embaixo. O mérito de Obama foi ter refreado a pouca-vergonha, ou como diria a Madre Teresa de Calcutá: "A falta de amor é a maior de todas as pobrezas". sem opinião
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Langstein Almeida (4) 17/05/2009 22h27
Langstein Almeida (4) 17/05/2009 22h27
O povo americano votou em Obama na suposição de que ele organizaria as finanças dos EUA, fazendo as elites pagarem imposto.
O país com dívida pública acima do PIB anual, no total de mais de 15 trihões;com dívida orçamentária de mais 1 trilhão e 800 dólares no exercício 2009/2010; com déficit comercial de mais 500 bilhões de dólares, não pode sustentar gastos com centenas de bases militares obsoletas espalhadas pelo mundo. Esse pais,ainda paraíso das elites bélicas,não dispõe de condições financeira para sustentar guerra no Iraque, no Afeganistão e agora no Paquistão.O país não pode vencer uma guerra cujo pricnipio ativo é o sangue para chegar a Deus.
Os Estados Unidos são aquele brutamonte mui rico e bem armado, que está vivendo com o dinheiro emprestado pelos aplicadores mundiais.
Se os EUA permanecem gastando rios de dinheiro em guerras desnecessárias, terminarão provocando a desconfiança de seus credores. O governo chinês já divulgou que está preocupado em receber seus ativo mobiliário. Outros grandes credores estão a resmungar.
A política financeira dos Estados Unidos contraria todas as regras da boa finança. Como alguém pode permanecer gastando muito mais do que ganha!?
O senhor Obama deve denegar os interesses escusos de sua indústria bélica, e começar a colocar ordem nas finanças do Estado americano. Pior do que qualquer terrorismo da guerrilha é o terrorismo financeiro, concretizado no calote.
sem opinião
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