Ativistas dos Direitos Humanos vêem mudanças no governo Obama
colaboração para a Folha Online
Ativistas dos direitos humanos que se reuniram em Atlanta esta semana têm esperanças de mudanças no governo do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, após oito anos de gestão Bush.
No entanto, durante o encontro internacional realizado na cidade, os militantes concordaram que Obama, sozinho, não poderá mudar o cenário internacional e implantar as políticas que o mundo precisa.
| Pavel Wolberg/Efe/21.mar.08 |
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| Jimmy Carter pede que ativistas apóiem Obama mas alerta que o futuro presidente não poderá resolver os problemas sozinho |
"Não podemos colocar toda essa responsabilidade no novo presidente", disse o ex-presidente Jimmy Carter, ao fim do encontro, que reuniu representantes de vários países, como Afeganistão e Zimbábue, além de grupos como Anistia Internacional e Human Rights Watch.
"Não importa o quanto ele [Obama] está motivado, sempre haverá uma oposição", disse Carter, lembrando que as políticas de Bush, ao mesmo tempo que eram condenadas, contavam com o apoio de muitos americanos.
Carter lembrou que o Congresso votou a favor da abolição do habeas corpus para os acusados de terrorismo, instrumento com o qual poderiam contestar o fato de estarem detidos.
A decisão foi revertida pela Suprema Corte americana. Na época, durante dois dias, se discutiu a conduta do Congresso, que desconsiderou os direitos dos cidadãos, garantidos pela Constituição americana em prol do combate ao terrorismo.
Carter pediu a membros da comunidade internacional defensora dos direitos humanos para apoiar "totalmente" Obama e qualquer mudança que sua administração trouxer. Segundo Larry Cox, diretor executivo da Anistia Internacional, a administração de Bush considerava os direitos humanos como "de interesse especial". Mesmo assim, segundo ele, a atual gestão não deu a devida importância ao assunto. "Não deveria ser "interesse especial" e sim "interesse principal", disse Cox.
Durante a conferência desta semana em Atlanta, os participantes elaboraram uma lista de recomendações para Obama, incluindo a formação de uma comissão bipartidária para analisar métodos de interrogação e práticas usadas contra presos. Os ativistas pedem também o fim da tortura na prisão de Guantánamo, em Cuba, onde estão acusados de terrorismo.
Direitos Humanos
Nesta quarta-feira, a Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 60 anos como um marco internacional de reconhecimento da dignidade do ser humano. A declaração foi assinada em 10 de dezembro de 1948 como uma esperança comum às principais potências mundiais que acabavam de presenciar as atrocidades da Segunda Guerra (1938-1945) e queriam meios de evitar uma nova barbárie.
Entretanto, fora da Assembléia Geral da ONU, os governos falharam em colocar na prática a igualdade proclamada pela declaração. "O que vimos foram algumas conquistas e um grande fracasso dos líderes mundiais na defesa dos direitos humanos. A injustiça, desigualdade e impunidade que inspiraram o texto continuam como a marca do nosso mundo", diz Javier Zuniga, conselheiro especial da Anistia Internacional para Programas Regionais.
A Anistia Internacional é uma das maiores críticas do grande abismo entre o idealismo da declaração e a prática. Em seu relatório anual, a organização aponta que pessoas ainda são mal tratadas ou torturadas em ao menos 81 países; submetidas a julgamentos injustos em ao menos 54; e impedidas de se manifestar livremente em ao menos 77.
O apelo é para que os grandes do cenário internacional --Estados Unidos, União Européia, China e Rússia-- liderarem um esforço de defesa dos direitos humanos e romperem barreiras diplomáticas de assuntos aparentemente "intocáveis", como a prisão americana na base naval de Guantánamo, em Cuba, ou a intolerância russa na Tchetchênia.
Com Associated Press
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ao lula...
Alguém acredita de verdade, que "a carta" do Obama, foi algum tipo de "sinal de amizade"?
Que o presidente americano, de alguma forma queria justificar algo ao "amigo"?
Acham?
Deve ser a turma que acredita em Papai-Noel...
Obama na verdade mandou um singelo aviso:
Não estamos gostando do que vocês estão fazendo!!!
Principalmente no caso do apoio ao ditador nuclear iraniano, nem na forçada de barra que foi dada ao esconder o Zelaia n embaixada brasileira em Honduras, quase provocando uma guerra civil.
Parabéns lula e bando de incompetentes!!!
Finalmente mostraram ao mundo quem são de verdade.
E agora receberam o 1º aviso, do tipo:
Estamos de olho em vocês...
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