Mundo
10/12/2008 - 12h35

Advogado diz que perícia prova que policial não atirou diretamente em jovem grego

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da Folha Online

O advogado de defesa afirmou nesta quarta-feira que as primeiras análises da perícia grega apontam que o tiro disparado por um policial que matou o adolescente grego Alexis Grigoropulos, 15, não foi mirado diretamente nele.

A morte do jovem originou uma onda de violentos protestos que entra nesta quarta-feira em seu quinto dia consecutivo de confrontos entre polícia e manifestantes.

AP
Policial Epaminondas Korkoneas,acusado de matar adolescente grego no sábado (6)
Policial Epaminondas Korkoneas,acusado de matar adolescente grego no sábado (6)

O assassinato do jovem aconteceu às 21h deste sábado (6) (16h, no horário de Brasília), em Atenas. De acordo com a polícia, Grigoropulos foi atingido por três tiros dados pelo policial Epaminondas Korkoneas, 37, quando, com outros 30 jovens, atirava pedras e outros objetos contra um carro da polícia.

A informação da perícia foi divulgada pelo advogado do policial pouco antes do comparecimento a uma audiência dos dois policiais envolvidos nos acontecimentos de sábado (6).

Alexis Cougias diz que o relatório da balística corrobora com a tese da defesa de que os policiais atiraram apenas para dispersar o grupo de jovens que atacavam a patrulha e não tinham a intenção de ferir Griogropoulos. As autoridades não divulgaram o conteúdo do relatório.

Segundo o advogado, o tiro disparado pelo policial acusado bateu primeiro contra um poste ou uma vitrine, e depois atingiu o corpo do jovem.

"Trata-se de um grande mal-entendido", disse Cougias aos jornalistas que esperavam no tribunal. "O policial disparou para o alto e a bala rebateu para baixo. Fica provado, portanto, que houve um total rebote".

Os pais da vítima solicitaram que um especialista no assunto estude esse relatório balístico, cujos resultados ainda não são oficiais, precisou a emissora de rádio ateniense City. A autópsia do adolescente mostra que a morte aconteceu por causa de um impacto de bala no coração.

Korkoneas foi detido junto com um de seus colegas depois desse incidente, que gerou a pior onda de distúrbios na Grécia em 35 anos, com centenas de detidos, dezenas de feridos e grandes danos materiais em várias cidades do país.

Alguns jornais locais publicaram que o funcionário, acusado de "assassinato proposital", é conhecido pelo apelido de Rambo entre os colegas e que antes já havia protagonizado alguns incidentes violentos.

Com Associated Press, France Presse e Efe

 

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