Piratas somalis dizem ter apoio de rede internacional
colaboração para a Folha Online
Os piratas somalis que atuam na região do Golfo do Áden, na costa da Somália, têm apoio internacional de outros criminosos, afirma o criminoso pertencente a rede, Ahmed Dahir Suleyman. Ao longo deste ano, os piratas atacaram quase 100 embarcações na região, tendo seqüestrado pelo menos 40, de acordo com a organização internacional marítima.
| William S. Stevens-24.nov.08/AP |
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| Piratas mantém preso navio petroleiro Sirius Star desde novembro na Somália |
"Nós temos negociadores, tradutores e rede de agentes em várias áreas. Posso dizer que nós temos colaboradores ao redor do mundo", disse o pirata que atua na baía da cidade de Eyl, área onde os navios seqüestrados são levados.
"Essas pessoas [colaboradores] nos ajudam a negociar os resgates e descobrir o responsável pela operação", disse o pirata. De acordo com investigações de autoridades, o aumento no número de piratas na região é decorrente do crescimento da rede internacional de criminosos formada por expatriados de regiões da África e da América do Norte.
Os colaboradores oferecem equipamentos e informações em troca de uma parcela do valor dos resgates. Com a ajuda da rede, os piratas somalis conseguiram arrecadar pelo menos US$ 30 milhões neste ano. "A atuação dos piratas pelo mundo pode ser considerada uma atividade de negócios", disse Michael Weinstein, um especialista em piratas somalis da Universidade de Purdue, em Indiana.
| Arte Folha Online |
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| Piratas atacaram quase 100 navios e arrecadaram US$ 30 milhões em resgates |
De acordo com o professor, o funcionamento da rede é semelhante a de um sindicato "cada pirata possui a sua parte". Em entrevistas com negociadores e piratas, Michael descobriu que o "fenômeno dos piratas somalis" chegou até ao Canadá, onde existem cerca de 200 mil piratas.
De acordo com o Sheik Qasim Ibrahim Nur, diretor de segurança no interior da Somália e no Ministério de Segurança Nacional, disse que existem evidência de somalis vindos do Quênia e dos Emirados Árabes, mas negou a dar mais informações. O Sheik afirmou que "não existe nenhuma dúvida de que os somalis tenham ligações fora da Somália".
No Quênia, o porta-voz do governo, Alfred Mutua, disse que o caso está sendo investigado. Em Dubai, um agente da polícia no Ministério do Interior negou as acusações e disse que não existe nenhum financiamento para a pirataria.
Invasão
No último dia domingo (7), o grupo islâmico rebelde Al Shabab tomou a cidade de Gurael, pólo comercial situado no norte da Somália, em meio a confrontos que deixaram pelo menos 13 mortos e dezenas de feridos.
Segundo testemunhas, os militantes assumiram o controle de Gurael ao derrotar as forças do governo após três dias de combate. Até o fechamento desta edição ainda havia relatos de violência nas ruas da cidade. De acordo com uma ONG local, pelo menos 5.000 moradores já fugiram do local.
Seqüestros
Nos últimos dias, um cargueiro do Iêmen foi libertado sem a cobrança de um resgate e um cruzeiro de luxo foi alvo de ataques dos piratas. Felizmente ninguém foi ferido e a embarcação não foi atingida.
Com Associated Press
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