Mundo
12/12/2008 - 09h44

Filhas de Obama e de adversários de campanha dividirão escola

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colaboração para a Folha Online

Após pesquisa minuciosa, o casal Barack Obama e Michelle escolheram a Sidwell Friends School, em Washington, para ser a responsável pelo ensino escolar das filhas Sasha, 7, e Malia, 10. Na instituição particular não estudam apenas crianças ricas, provenientes de famílias poderosas, mas também filhos de pessoas que trabalharam para vetar a candidatura de Obama à Presidência.

Frank Polich/Efe/26.nov.08
As filhas de Obama, Sasha e Malia, terão colegas de famílias de políticos adversários
As filhas de Obama, Sasha e Malia, terão colegas de famílias de políticos adversários

Segundo reportagem publicada pelo jornal "The Washington Post", a filha mais velha do presidente eleito, Malia, está prestes a entrar no 5º ano junto com a filha de Lissa Muscatine, responsável pelos discursos de Hillary Clinton.

Várias pessoas leais à senadora, que será o próxima Secretária de Estado dos EUA, também optaram pela instituição, como Mark Penn, ex-estrategista de Hillary, Mandy Grunwald, publicitário, Capricia Marshall, conselheira e Beth Dozoretz, responsável por arrecadar fundos para a campanha de Hillary.

Assessores do presidente eleito disseram nesta quinta-feira que Obama e sua família planejam mudar para Washington no início de janeiro.

Assim, as crianças poderão iniciar os estudos logo após o recesso de Natal. Obama, Michelle e as duas meninas terão um lar provisório, até mudarem para a Blair House, casa de hóspedes presidencial, próxima à Casa Branca.

Rivalidade

Além dos filhos de antigos rivais, as meninas de Obama também vão conviver com colegas cujos pais estão ligados ao presidente eleito. Apesar de se tratarem de crianças, existe a dúvida se a rivalidade do mundo político vai se refletir no dia-a-dia escolar.

"Nunca, por mim, nunca", disse Patti Solis Doyle, ex-gerente de campanha de Hillary Clinton, que tem duas filhas estudando na Sidwell. Ao jornal, ela contou que sua menina, que cursa o quinto ano, se encontrou com Malia quando os Obama visitaram a escola. Segundo ela, para as crianças, a euforia de ter colegas "especiais" não durou mais do que 30 segundos, e que não haverá tratamento diferenciado pelo fato de elas serem filhas do futuro presidente.

"É uma grande escola onde minhas crianças realmente se desenvolveram e melhoraram o desempenho. Mas o melhor de tudo é que existem muitos estudantes provenientes de famílias poderosas de Washington, cujos pais são pessoas normais quando estão em casa", disse Doyle.

Comentários dos leitores
Alexandre de Jesus Barreto (2) 15/12/2009 19h11
Alexandre de Jesus Barreto (2) 15/12/2009 19h11
Parte 1
marcio B. tomei a liberdade de pegar emprestado uma parte do seu comentário no dia 10/12/2009 ("...recomendo uma pesquisa de menos de 1 hora na história da formação dos Estados Islâmicos, para entenderem qual é o papel da mulher na sociedade islâmica, e julguem, colocando-se na pele de um mulher iraniana obrigada a usar a burca!!! Outra coisa, quando a Russia invadiu o afeganistão, destruiu tudo , cortou as arvores, matou os homens de bem, e o abandonou o país... Com a ausência da Russia surgiu o Taliban."), para ilustrar o meu pensamento sobre todas essas discussões de qual é o governo do eixo do "bem"e do "mal". Então vamos começar pelas correções do trecho do seu comentário.
1. realmente as mulheres do "mundo islâmico" tem muito a conquistar em relação a direitos e liberdade. isso é fruto da grande fé que esse povo tem, pois a maioria segue os ensinamentos do seu livro sagrado ao pé da letra, e nele a pouco "espaço" para as mulheres. Se os "ocidentais" também seguissem ao pé da letra os ensinamentos da Bíblia, aqui não seria diferente e na verdade ainda não deixou de ser diferente por completo (portanto ou é falta de fé nossa ou a Biblia e o livro sagrados deles estao errados). Mas voltando ao Irã, seu erro foi afirmar que lá elas são obrigadas a usar burca. Elas não são obrigadas, normalmente usam apenas um lenço sobre a cabeça e não por obrigação de lei governamental nenhuma, mas sim por costume.
sem opinião
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Alexandre de Jesus Barreto (2) 15/12/2009 19h09
Alexandre de Jesus Barreto (2) 15/12/2009 19h09
Parte 2
2. Sobre seu comentário da guerra da Russia contra o Afeganistão, recomendo que veja o filme "Jogos do Poder" original "Charlie Wilson's War" de 2007, ele explica bem melhor o surgimento do Taleban. O Taleban surgiu depois que os EUA atraves da CIA treinou e armou os Mujahideen (que depois formaram o Taleban) para enfrentar os Russos, enchendo o Afeganistão de armas. E quando os russos foram embora nem a Russia nem os EUA ou qualquer outro os ajudou a recontruir seu pais devastado. Um pais com maioria jovem sem educação, saude ou qualquer infra estrutura e com montes de armas, só podia dar no que deu. E tudo isso pela guerra fria, o eixo do "bem" (captalistas) contra o eixo do "mal" (comunistas). E nesse ponto voçê vai entender a minha opinião. Não existe eixo do "bem" ou eixo do "mal", o que existe são pessoas poderosas que apenas defendem seus interesses e usam ideologias politicas, economicas, religiosas e nacionalistas para conseguir o que querem.
Só uma observação: O EUA é o pais dos sonhos, dos direitos, da liberdade, da fartura, só porque eles foram mais inteligentes e rapidos para perceber que se exportassem a sua pobreza para outros paises ficava mais facil controlar o seu povo e assim ter mais poder. Então se o Brasil quer ser que nem o EUA, temos que começar a pensar pra onde vamos exportar nossa pobreza, isso se sua consciencia nao se importar.
sem opinião
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Caio César (1) 15/12/2009 17h38
Caio César (1) 15/12/2009 17h38
Antes Fidel, a que Obama. Sinceramente, achei também que haveria alguma mudança com a entrada de Obama no poder mais pelo que vi, a única mudança que houve foi partidária, continua da mesma forma de quando o "Belzebush" estava no poder, com as mesmas guerras, nada pelo planeta e só economia, economia, economia. E o pior de tudo, é que passou da hora do mundo começar a boicotar esse modelo estadunidense mais que infelizmente, quando o assunto é dinheiro, a força é maior. Fidel pode até ser conhecido pelo seu governo ditatorial, mais foi um governo capaz de "peitar" os interesses estadunidenses após presenciar o governo anterior, de Fulgêncio Batista, como a ilha estava entregue ao império, confirmação disso é a Ementa Platt. Mais enfim, Fidel fez coisas boas pela sua ilha e merece respeito agora Obama simplismente caiu no meu conceito. sem opinião
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