Mundo
12/12/2008 - 16h31

Marinha americana descarta ataque terrestre contra piratas somalis

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colaboração para a Folha Online

O comandante da Marinha dos Estados Unidos, Bill Gortney, descartou nesta sexta-feira, a realização de uma possível operação terrestre contra os piratas somalis. Gortney disse que a ação pode ser perigosa pela dificuldade em identificar os criminosos e a possibilidade de atingir alvos inocentes.

William S. Stevens-24.nov.08/AP
Piratas mantém preso navio petroleiro Sirius Star desde novembro na Somália
Piratas mantém preso navio petroleiro Sirius Star desde novembro na Somália

Segundo Gortney, as melhores soluções para diminuir a ação dos piratas seriam a melhoria da segurança e da estabilidade do governo da Somália. As medidas serviriam para derrubar os obstáculos jurídicos, para que as forças militares possam capturar os piratas e levá-los a julgamento.

Atualmente, a maioria dos comandantes dos navios que patrulham a costa da Somália têm sido relutantes em prender os suspeitos devido as incertezas em torno dos julgamentos. O país não possui um governo central efetivo e um sistema jurídico funcional.

O projeto de resolução do Conselho de Segurança da ONU propõe que todas as nações e grupos regionais que colaboram com a Somália ajudem nas medidas de combate a pirataria.

Na quarta-feira (10), o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou o desejo de enviar tropas militares e aéreas para a região. Hoje, funcionários do governo afirmaram que o governo não tem intenção de fazer um ataque terrestre.

Hamid Al Qasmi-03.dez.08/AP
"[Passageiros de um cruzeiro de luxo foram atacados por piratas; ninguém foi ferido]":http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u473888.shtml
Passageiros de um cruzeiro de luxo foram atacados por piratas; ninguém foi ferido

Gortney disse que estão feitos esforços internacionais a fim de diminuir os ataques em navios comerciais na costa do país. Entre as mudanças propostas, estão o fim das exigências legais para captura das marinhas e o julgamento. A Marinha informou que desde o final de agosto cerca de 50 casos envolvendo navios de piratas tiveram que ser liberados, devido aos obstáculos jurídicos.

Otan

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) encerrou hoje a missão contra a pirataria na Somália, iniciada para escoltar os navios do programa mundial de alimentos das Nações Unidas. A entidade, no entanto, pretende organizar uma nova missão nos próximos dias.

A missão de oito semanas contou com a participação de quatro navios da Itália, da Grécia, do Reino Unido e da Turquia, e permitiu transportar de forma segura 30 mil toneladas de ajuda humanitária, explicou a Otan por meio de um comunicado.

A operação, aprovada em outubro, ofereceu proteção aos navios desenvolveu atividades de patrulha nas regiões mais atacadas pelos piratas. Segundo os dados fornecidos hoje pela Otan, durante as oito semanas de missão, os quatro navios percorreram 32 mil milhas e os helicópteros que fizeram parte do dispositivo voaram durante cerca de 150 horas, principalmente em trabalhos de vigilância.

 

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