Bush desembarca no Iraque para visita de despedida
da France Presse
da Folha Online
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, desembarcou no Iraque neste domingo para uma visita surpresa de despedida do país que ordenou invadir em 2003, informou a Casa Branca.
Ainda de acordo com a Casa Branca, Bush viajou para se reunir com as autoridades iraquianas, agradecer as tropas e celebrar o novo acordo de segurança.
Essa é a quarta visita de Bush ao Iraque desde que as tropas americanas derrubaram o regime de Saddam Hussein em abril de 2003.
A visita acontece depois que o Iraque aprovou o acordo de segurança com os Estados Unidos, que determina a saída das tropas americanas do país até o fim de 2011.
Ontem, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, disse que a missão militar no país entra agora "em sua fase final". A presença americana no país vai passar por uma importante "mudança de missão" em junho de 2009 --a retirada das tropas de áreas urbanas do país.
Para Gates, a data escolhida se baseia na estimativa dos comandantes das operações no Iraque para a transferência do controle de todas as 18 Províncias do país para a administração iraquiano. Há duas semanas, EUA e Iraque concordaram com um plano para que as tropas americanas se retirem completamente do país até 2011.
Relatório
O diário americano "The New York Times" ("NYT') informou hoje que o Pentágono chegou a forjar os progressos nos documentos que registram o processo de reconstrução do Iraque, no qual os Estados Unidos investiram US$ 100 bilhões. Segundo o relatório, esse investimento foi um enorme fracasso, diz o "NYT".
O relatório cita o ex-secretário de Estado Colin Powell, que disse que nos meses posteriores à invasão iraquiana em 2003 o Departamento de Defesa "continuou inventando números das Forças de Segurança iraquianas, um número que pode ter aumentado em 20 mil por semana. Agora temos 80 mil, agora temos 100 mil, agora temos 120 mil".
Em suas conclusões, o relatório assegura que cinco anos depois do início de seu maior projeto de reconstrução no estrangeiro desde o Plano Marshall na Europa no final da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o governo dos EUA não tem nem as políticas nem a capacidade técnica e estrutura organizativa necessária para levá-lo a cabo.
O relatório, chamado "Duras lições: a experiência da reconstrução iraquiana", foi elaborado pelo escritório de Stuart Bowen, que visitou freqüentemente o Iraque.
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