Intervenção dos EUA no Iraque foi difícil mas necessária, diz Bush
da Folha Online
A invasão americana no Iraque em 2003 foi difícil mas "necessária", disse neste domingo o presidente americano, George W. Bush, em uma visita surpresa de despedida que fez hoje ao Iraque, segundo a Casa Branca.
"O trabalho não tem sido fácil, mas foi necessário para a segurança dos EUA, a esperança dos iraquianos e a paz mundial", disse Bush, em um encontro com o colega iraquiano, Jalal Talabani.
"Estou muito grato de ter a chance de voltar ao Iraque antes do término de meu mandato", disse o presidente americano. A visita de hoje é a quarta que Bush faz desde a derrubada do ditador Saddam Hussein, em 2003.
Ele descreveu o acordo de segurança entre EUA e Iraque de um "lembrete de nossa amizade e uma forma de ajudar os iraquianos a receberem as bênçãos de uma sociedade livre".
Talabani disse que Bush é "um grande amigo do povo iraquiano, que ajudou a libertar o país".
No último dia 4, o Conselho Presidencial do Iraque aprovou o acordo de segurança com os EUA que havia sido aprovado Parlamento no dia 27 de novembro. Pelo acordo, todas as tropas americanas devem sair do país até 2011. Com isso, o último trâmite que falta para a entrada do acordo em vigor é a publicação do texto no Diário Oficial daquele país.
O acordo regulamenta a presença dos americanos no Iraque após 31 de dezembro próximo, quando termina o mandato dado pelo Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) aos EUA. Também estipulada no acordo está a convocação de um plebiscito, em 30 de julho de 2009, sobre os termos do próprio documento.
Ontem, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, disse que a missão militar no país entra agora "em sua fase final". A presença americana no país vai passar por uma importante "mudança de missão" em junho de 2009 --a retirada das tropas de áreas urbanas do país.
Relatório
O diário americano "The New York Times" ("NYT") informou hoje que o Pentágono chegou a forjar os progressos nos documentos que registram o processo de reconstrução do Iraque, no qual os Estados Unidos investiram US$ 100 bilhões. Segundo o relatório, esse investimento foi um enorme fracasso, diz o "NYT".
O relatório cita o ex-secretário de Estado Colin Powell, que disse que nos meses posteriores à invasão iraquiana em 2003 o Departamento de Defesa "continuou inventando números das Forças de Segurança iraquianas, um número que pode ter aumentado em 20 mil por semana. Agora temos 80 mil, agora temos 100 mil, agora temos 120 mil".
Em suas conclusões, o relatório assegura que cinco anos depois do início de seu maior projeto de reconstrução no estrangeiro desde o Plano Marshall na Europa no final da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o governo dos EUA não tem nem as políticas nem a capacidade técnica e estrutura organizativa necessária para levá-lo a cabo.
Com informações da agência de notpicias France Presse


